Colômbia anuncia nova embaixada em Jerusalém e rompe com política anterior
Presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anuncia abertura de embaixada em Jerusalém, revertendo política de Gustavo Petro e buscando reaproximação com Israel.

O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou planos de abrir uma embaixada em Jerusalém, sinalizando uma mudança drástica na política externa do país em relação a Israel. A decisão visa restabelecer e fortalecer os laços diplomáticos, que foram rompidos em 2024 pelo então presidente progressista Gustavo Petro. Petro havia suspendido as relações com Israel em protesto contra a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza.
De la Espriella, que assume o cargo em 7 de agosto, pretende que a reabertura da embaixada em Jerusalém ocorra já em seu primeiro dia de governo. O novo gabinete informou que o processo para a abertura da representação diplomática na cidade, considerada capital por Israel, está em andamento. Esta movimentação ocorre em um contexto de disputa pela soberania de Jerusalém, reivindicada tanto por Israel quanto pelos palestinos como capital de seus respectivos futuros estados.
Anteriormente, a embaixada colombiana localizava-se em Tel Aviv, onde a maioria das nações mantém suas representações diplomáticas para evitar tomar partido no conflito. O governo de Petro chegou a cogitar a abertura de uma representação em Ramallah, na Cisjordânia, mas o plano não se concretizou. A decisão de Espriella de transferir a embaixada para Jerusalém reflete um alinhamento com a política adotada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que moveu a embaixada americana para a cidade em 2018.
O anúncio gerou reações imediatas, com Petro acusando seu sucessor de se tornar "cúmplice de genocídio". O chanceler designado por De la Espriella, Omar Bula, reuniu-se com seu homólogo israelense, Gideon Sa'ar, em Washington, onde acordaram um plano para a normalização das relações diplomáticas e a eliminação de vistos entre os países. Adicionalmente, a Colômbia indicou que retirará seu apoio à ação movida pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça por suposto genocídio em Gaza, revertendo a postura anterior de Petro, que havia apoiado a denúncia, freado exportações de carvão e suspendido a compra de armamentos israelenses.