Cleitinho desiste de governo de Minas e cita luto; Flávio Bolsonaro é impactado

Senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) desiste de candidatura ao governo de Minas Gerais, citando luto e momento pessoal. Decisão impacta alianças políticas, incluindo Flávio Bolsonaro.

Cleitinho desiste de governo de Minas e cita luto; Flávio Bolsonaro é impactado

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou nesta segunda-feira (3) sua desistência da candidatura ao governo de Minas Gerais, optando por permanecer no Senado. A decisão, comunicada após uma reunião em Brasília com a cúpula do partido, impacta o cenário político estadual e o planejamento de alianças, especialmente para Flávio Bolsonaro (PL).

## Motivo Pessoal e Luto

Em um vídeo divulgado ao lado do presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, Cleitinho explicou que o recuo se deve ao momento pessoal e familiar que atravessa, especialmente após a morte de seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, vítima de leucemia no mês passado. "Não adianta eu entrar numa campanha agora do jeito que eu estou. Eu tenho que ser honesto com vocês, tenho que falar a verdade", declarou o senador, visivelmente emocionado e chorando.

Cleitinho afirmou que precisa de tempo para se recuperar e cuidar de sua família antes de considerar uma nova disputa eleitoral. Ele expressou a necessidade de priorizar seu bem-estar e o de seus entes queridos neste momento delicado.

## Impasse e Negociações Partidárias

A desistência encerra um período de indefinição que se arrastou por meses e se intensificou na última semana. Cleitinho liderava pesquisas de intenção de voto para o governo mineiro, mas evitava confirmar sua candidatura, condicionando a decisão ao cenário eleitoral e a questões pessoais. Essa incerteza gerou incômodo entre dirigentes do Republicanos e de partidos aliados que buscavam formar uma chapa única para a direita em Minas Gerais.

Segundo Marcos Pereira, o Republicanos ofereceu a Cleitinho condições para disputar o governo, mas a decisão final de não concorrer partiu do próprio senador. Pereira mencionou que o partido buscou alinhar caminhos com PL, União Brasil e PP para a formação da chapa mineira. O impasse havia levado o Republicanos a anunciar, na semana anterior, que não daria legenda a Cleitinho, argumentando que a demora comprometia os prazos para a montagem das chapas majoritária e proporcional.

Cleitinho reagiu à decisão partidária em uma coletiva de imprensa, anunciando que manteria a candidatura e apresentando Luís Eduardo Falcão como vice. Ele contestou a justificativa do partido e afirmou que quase 50% da população mineira desejava sua candidatura. No entanto, após novas negociações e reuniões em Brasília, o senador confirmou sua decisão de permanecer no Senado, encerrando o ciclo de idas e vindas.

A articulação para a chapa majoritária em Minas Gerais envolvia figuras como Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN) e o presidente do PL em Minas, Zé Vitor, além de representantes de outras legendas. A desistência de Cleitinho adiciona um novo elemento a essas negociações, que buscam definir os nomes que representarão a direita no estado.