Cleitinho Azevedo: Idas e vindas marcam disputa ao governo de MG

O senador Cleitinho Azevedo vive uma novela política em Minas Gerais. Após ser lançado pré-candidato ao governo, enfrenta indefinição, divergências com o Republicanos e um pedido negado para disputar o Palácio Tiradentes.

Cleitinho Azevedo: Idas e vindas marcam disputa ao governo de MG

A possibilidade de o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) concorrer ao governo de Minas Gerais tem sido palco de uma saga de indefinições, recuos e embates públicos com a direção de seu partido. Lançado como pré-candidato em março, o senador oscilou entre a afirmação de sua intenção de disputar o cargo e sinais de desistência, culminando em um pedido rejeitado para concorrer ao Palácio Tiradentes durante a convenção nacional do Republicanos.

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O processo que poderia levar Cleitinho ao governo mineiro iniciou em 2 de março, com o lançamento oficial de sua pré-candidatura pelo Republicanos. Na ocasião, o senador deixou em aberto a decisão final sobre qual cargo disputaria, com prazo até abril. Em 1º de abril, diante de rumores de desistência, Cleitinho publicou um vídeo nas redes sociais negando os boatos e afirmando sua candidatura, comparando-se a um jogador de futebol aquecendo para entrar em campo. A data limite para filiação partidária para quem almejava concorrer às eleições era 4 de abril, o que solidificou sua permanência no Republicanos.

Em abril, pesquisas Quaest indicavam liderança de Cleitinho em todos os cenários eleitorais para o governo de Minas Gerais. Contudo, sua candidatura permaneceu condicionada à "vontade de Deus" e à manutenção da liderança nas pesquisas, como declarou em discurso no Senado. Ele também criticou políticos que, segundo ele, haviam "quebrado o estado" e o acusavam de ter medo de assumir a gestão de um "estado quebrado". Em 5 de julho, o presidente estadual do Republicanos, Eclydes Pettersen, confirmou a candidatura do senador. Quatro dias depois, Cleitinho voltou ao Senado, indicando que a decisão final poderia ser adiada para 5 de agosto, último dia das convenções partidárias, e criticou o comando estadual de seu partido, atribuindo sua trajetória a "Deus" e ao "povo", e não a grupos políticos.

## Luto, Pesquisas e Novos Cenários

Em 18 de julho, Cleitinho Azevedo enfrentou um momento difícil com a perda de seu irmão mais novo, Matheus Azevedo, vítima de leucemia. Abalado, o senador teria comunicado a interlocutores sua falta de condições para fazer campanha e sua reclusão em luto. Apesar disso, o Republicanos realizou sua convenção estadual em Minas Gerais, mas Cleitinho não compareceu nem formalizou sua candidatura. Em 28 de julho, uma nova pesquisa Quaest reiterou a liderança de Cleitinho na disputa pelo governo mineiro. No entanto, diante da incerteza em torno de sua candidatura, o Republicanos e o PL iniciaram negociações para apoiar Marcelo Aro (PP), considerado um candidato mais competitivo e um palanque mais adequado para Flávio Bolsonaro. Na mesma data, Cleitinho divulgou um vídeo gerado por inteligência artificial, onde seu pai e irmão falecidos apareciam incentivando sua candidatura, um movimento que gerou controvérsia.

No dia seguinte, 29 de julho, o partido e o senador apresentaram versões conflitantes sobre os desdobramentos. O Republicanos, por meio de seu presidente nacional, Marcos Pereira, rejeitou o pedido final de Cleitinho para concorrer ao governo, marcando mais um capítulo na instável trajetória do senador em busca de uma posição eleitoral em Minas Gerais.