Carlos Bolsonaro critica militarização no governo do pai
Carlos Bolsonaro critica nomeação de militares em cargos civis durante o governo do pai como um erro e aponta falta de estrutura. Flávio Bolsonaro também acusa o governo de perseguição política.

Carlos Bolsonaro (PL-SC), pré-candidato ao senado, declarou que a nomeação de militares para postos no governo federal foi um dos maiores equívocos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A afirmação ocorreu em Timbó (SC) no dia 26 de junho, com o vídeo repercutindo neste sábado (11). Carlos classificou a medida como um acidente político, atribuindo-a à falta de estrutura por trás de Jair Bolsonaro. Ele assegurou que seu irmão, Flávio Bolsonaro, optará por profissionais técnicos em vez de militares em sua futura gestão.
Um levantamento do Ipea de 2022 aponta que a presença de militares em cargos civis quase triplicou entre 2013 e 2021, saltando de 370 para 1.085 postos. A gestão de Jair Bolsonaro distribuiu significativamente cargos em áreas estratégicas como Saúde, Economia e Meio Ambiente, que foram alvo de críticas. O Ministério da Economia viu um aumento de mais de 8.000% na presença militar, passando de um para 84 cargos entre 2013 e 2021.
Na Saúde, o número de militares em cargos civis cresceu 471%, de 7 para 40, especialmente durante a gestão do general Eduardo Pazuello. O Ministério do Meio Ambiente também registrou um aumento, de 1 para 21 comissionados no mesmo período. Flávio Bolsonaro, por sua vez, tem acusado o governo federal de usar a Polícia Federal para perseguir a oposição e interferir nas eleições.