Candidato no Amapá busca neutralidade na disputa presidencial
Dr. Furlan, candidato ao governo do Amapá, anuncia neutralidade na disputa presidencial, focando em alianças estaduais e em sua campanha local, apesar de coligações com partidos que apoiam candidatos à presidência.

Dr. Furlan (PSD), candidato ao governo do Amapá, declarou sua intenção de manter neutralidade na disputa presidencial, apesar de ter presidenciáveis de seu partido e de partidos aliados em sua coligação. A decisão visa priorizar a campanha eleitoral estadual e as composições locais, uma estratégia comum entre partidos do chamado "Centrão". Furlan, que busca suceder o atual governador Clécio Luís (União Brasil), é descrito como um político conservador e municipalista, com forte base eleitoral em Macapá, onde foi prefeito e reeleito com expressiva votação.
## Foco na Arena Estadual
A coligação de Furlan inclui o PSD, que lançou Ronaldo Caiado como candidato à presidência com Gilberto Kassab como vice. O Partido Liberal (PL), com Flávio Bolsonaro como pré-candidato presidencial, indicou a deputada estadual Luciana Gurgel para a vice-governadoria na chapa de Furlan. O Partido Novo, com Romeu Zema disputando a presidência, também faz parte do grupo, embora sem candidaturas na chapa majoritária amapaense. O Podemos completa a aliança, com a ex-primeira-dama de Macapá, Rayssa Furlan, concorrendo ao Senado ao lado do senador Lucas Barreto (PSD).
Apesar da presença de figuras nacionais proeminentes em sua aliança, Furlan reiterou que sua campanha se concentrará nas questões locais e no desenvolvimento do Amapá. Essa postura de neutralidade em relação ao cenário nacional permite que os partidos envolvidos priorizem o fortalecimento de suas bases em nível estadual e a negociação de apoios regionais, sem se comprometerem com os palanques presidenciais em âmbito nacional. A estratégia reflete uma tendência de "Centrão" em focar em composições estaduais.
## Cenário Eleitoral Polarizado no Amapá
A disputa pelo governo do Amapá promete ser acirrada, com uma polarização clara entre dois grupos políticos influentes no estado. De um lado, o grupo liderado por Dr. Furlan; do outro, o grupo do senador Davi Alcolumbre (União Brasil), que comanda a candidatura à reeleição de Clécio Luís. A chapa de reeleição de Clécio Luís conta com o apoio de nove partidos, incluindo União Brasil, PP, PT, PCdoB, PV, Rede, PSOL, PDT e Republicanos, com Teles Jr. (PDT) como candidato a vice. As vagas para o Senado serão disputadas por Randolfe Rodrigues (PT) e Alliny Serrão (União Brasil).
Uma pesquisa Paraná Pesquisas divulgada aponta Dr. Furlan com 65,5% das intenções de voto, contra 26,3% de Clécio Luís. A pesquisa ouviu 1.100 pessoas entre 18 e 20 de julho, com margem de erro de 3 pontos percentuais. Paralelamente, o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) rejeitou uma ação que pedia a inelegibilidade de Furlan por suposto abuso de poder econômico nas eleições municipais de 2024, determinando apenas o pagamento de multa.