Candidato ao Senado no Acre critica STF e defende protagonismo do Senado
Candidato ao Senado pelo DC no Acre, Júnior Feitosa, critica STF e defende protagonismo do Senado Federal em discurso em convenção.

## Críticas ao STF e debate eleitoral marcam convenção no Acre
Durante a convenção que oficializou a candidatura de Alan Rick ao governo do Acre, o candidato ao Senado pelo Democracia Cristã (DC), Júnior Feitosa, fez um discurso enfático sobre o cenário político estadual e nacional. Feitosa abordou a tentativa de pautar a eleição como uma disputa entre gêneros, defendendo que o debate principal deve se concentrar na capacidade administrativa e nos projetos para o desenvolvimento do Acre.
"A guerra não será de gênero. A guerra será de quem está mais preparado para governar o Estado do Acre", declarou Feitosa, rebatendo o que chamou de "guerra cultural". Ele ressaltou a importância de um Acre com oportunidades, onde a população não precise deixar o estado por falta de desenvolvimento. O candidato também reiterou o respeito pela participação feminina na política, mas insistiu que o foco deve ser na qualificação dos candidatos.
## Propostas e críticas ao sistema judicial
Ao defender a aliança com Alan Rick, Júnior Feitosa expressou confiança em um "novo tempo" para o Acre, com esperança para a juventude e melhorias na qualidade de vida. Ele mencionou especificamente as dificuldades enfrentadas pela população do interior, como a necessidade de longos deslocamentos para tratamentos médicos, como a hemodiálise, indicando que o estado necessita de recuperação urgente.
Em um dos momentos mais contundentes de seu discurso, Feitosa direcionou críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele argumentou que o Senado Federal deveria ter um papel de maior destaque nas decisões nacionais, em detrimento do que percebe como um protagonismo excessivo do STF. "Chegou o tempo do Supremo Tribunal Federal achar que tem a última palavra. Quem tem a última palavra é o Senado Federal, por meio de homens e mulheres corajosos para viver um novo tempo", afirmou, clamando por um fim às "injustiças" e à percepção de "dois pesos e duas medidas" no país.
O candidato encerrou sua participação no evento defendendo a necessidade de mudanças políticas para a construção de um futuro melhor, associando sua própria candidatura à ideia de renovação e de um "novo tempo" para o Acre.