Campanha de Tarcísio mira Haddad por Itaipu

Campanha de Tarcísio de Freitas planeja atacar Fernando Haddad por sua atuação como conselheiro da Itaipu Binacional, explorando acúmulo de funções e falta de transparência.

Campanha de Tarcísio mira Haddad por Itaipu

## Plano de Ataque Eleitoral em São Paulo

A campanha de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), planeja utilizar a atuação de Fernando Haddad (PT) como membro do Conselho de Administração da usina hidrelétrica Itaipu Binacional como um dos principais pontos de ataque. Haddad ocupou essa posição entre abril de 2023 e março de 2026, período que a equipe de Tarcísio pretende explorar para questionar o acúmulo de funções e a falta de transparência do cargo.

## Controvérsias e Estratégias

A Itaipu Binacional, compartilhada entre Brasil e Paraguai, não divulga os valores exatos da remuneração de seus conselheiros, mas estima-se que a gratificação mensal alcance dezenas de milhares de reais, em troca da participação em reuniões bimestrais e extraordinárias. A estratégia eleitoral de Tarcísio de Freitas também pretende desgastar Haddad com críticas à sua gestão anterior como ministro da Fazenda, mencionando "aumento de carga tributária", endividamento e "rombo" nas contas públicas. Como vitrine para sua própria campanha, o governo de São Paulo destaca a entrega de obras importantes, como o Rodoanel e linhas de metrô e monotrilho, algumas entregues parcialmente antes do prazo de restrição eleitoral.

## Alianças e Cenários Políticos

Em paralelo, a campanha de Tarcísio busca reduzir o número de adversários para viabilizar uma vitória no primeiro turno. Diálogos com pré-candidatos como Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) resultaram em suas desistências, o que, segundo a articulação política, facilita a migração de votos para o governador. A relação com Flávio Bolsonaro (PL) tem sido marcada por um distanciamento público, embora interlocutores apontem que Tarcísio intensificaria o apoio ao senador em um eventual segundo turno presidencial. O governador também participará da convenção do PSD, onde, por acordo,Tarcísio e Ronaldo Caiado (candidato à presidência pelo PSD) aparecerão em horários distintos para evitar compartilhamento direto de palanque.