Campanha de Flávio Bolsonaro aposta em Tarcísio para impulsionar senadores
Estratégia de Flávio Bolsonaro para o Senado em SP: usar Tarcísio e propaganda eleitoral para impulsionar candidatos e diminuir vantagem de Marina e Tebet.

A pré-campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aposta em estratégias de marketing político para alavancar as candidaturas ao Senado em São Paulo. A principal tática envolve a utilização da propaganda televisiva e o chamado "efeito Tarcísio", em referência ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). O objetivo é mitigar a liderança inicial de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) nas pesquisas de intenção de voto para o Senado paulista, conforme apontado pelo Datafolha.
A campanha visa nacionalizar a disputa e associar os candidatos André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) às imagens de Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas. O levantamento mais recente indicou Marina com 18% das intenções de voto, seguida por Simone Tebet com 16%. Ricardo Salles (Novo) aparece com 13%, enquanto André do Prado registra 11% e Guilherme Derrite, 10%. A avaliação interna é que a eleição permite a escolha de dois senadores por eleitor, o que mantém a disputa aberta e com margens reversíveis.
## Contexto da Pesquisa
Nos bastidores, a percepção é que a pesquisa reflete mais o conhecimento prévio dos candidatos do que uma preferência eleitoral consolidada. Marina e Simone, por terem disputado a Presidência e ocupado ministérios, naturalmente possuem maior recall. A expectativa é que essa diferença se reduza com o início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, e com a intensificação das agendas conjuntas entre os candidatos apoiados e Tarcísio e Flávio.
A estratégia de campanha é aproveitar o capital político de Flávio e Tarcísio, que lideram pesquisas no estado, para transferir essa popularidade aos candidatos ao Senado. Acredita-se que, à medida que a campanha avance, André do Prado e Derrite serão mais identificados como os nomes apoiados pelo governador e pelo presidenciável do PL.
## Dinâmica da Disputa
Outro fator que alimenta o otimismo é a análise de que Marina e Simone podem disputar eleitores com perfis semelhantes, especialmente mulheres, eleitores moderados e o centro político. Essa competição interna poderia limitar o crescimento de ambas, beneficiando a chapa da direita com maior identificação do eleitor conservador. A orientação é focar na associação entre os candidatos ao Senado e os nomes de peso da direita paulista, em vez de transformá-las em adversárias prioritárias.
A campanha também prevê que a polarização nacional entre os campos de Lula e da direita favorecerá a migração de votos para candidatos alinhados a esses projetos. A tendência de que a votação para o Senado caminhe de forma casada com a eleição para governador em São Paulo também é vista como um fator decisivo. A expectativa é que Tarcísio, caso se reeleja no primeiro turno, possa dedicar mais tempo à campanha dos senadores, reforçando sua imagem como principal cabo eleitoral da chapa paulista.