Câmara adia votação de criminalização da misoginia após falta de diálogo
PL se recusa a dialogar sobre projeto que criminaliza misoginia, levando Câmara a adiar votação. Texto equipara misoginia a crime de racismo.

A votação do projeto de lei que visa criminalizar a misoginia foi adiada na Câmara dos Deputados, sem data definida. A relatora da proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), informou que o Partido Liberal (PL) foi a única bancada a não aceitar o diálogo para a discussão do texto, que já foi aprovado no Senado.
Tabata Amaral destacou ter buscado acordo com todas as legendas, mas o PL teria se recusado a debater as sugestões. Segundo o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), um deputado representou o partido na conversa, mas as demandas apresentadas não foram atendidas pela relatora.
O texto propõe definir misoginia como a prática, indução ou incitação à violência ou ofensa à dignidade da mulher por ser mulher, equiparando o crime ao racismo. O adiamento pode levar a análise do projeto para após as eleições, com o recesso parlamentar se iniciando em breve.