Caiado critica Marco Rubio e o acusa de ser "cabo eleitoral" de Lula

Ronaldo Caiado critica Marco Rubio, acusando-o de ser "cabo eleitoral" de Lula ao comentar tarifas americanas. O pré-candidato também critica a postura de Lula diante da imposição das novas taxas.

Caiado critica Marco Rubio e o acusa de ser "cabo eleitoral" de Lula

O pré-candidato à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), criticou a postura do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, em relação às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Caiado avaliou que as declarações de Rubio, que acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "não negociar de boa-fé", acabam por fortalecer a campanha eleitoral do petista.

Em declarações feitas à imprensa em Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul, Caiado sugeriu que o presidente Lula "quer a briga com Trump de toda maneira" e que essa postura visa projetá-lo como "patriota" em meio a críticas sobre corrupção e crime organizado. Segundo o pré-candidato, a forma como o mandatário brasileiro lida com a imposição das tarifas americanas pode ser vista como uma estratégia eleitoral.

## Marco Rubio como "cabo eleitoral"

Caiado direcionou suas críticas a Marco Rubio após o secretário de Estado afirmar que o presidente Lula "colocou o seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro e essas tarifas são o preço por isso". Para o ex-governador, essa análise de Rubio o coloca, ironicamente, na posição de "um cabo eleitoral do Lula". Caiado argumentou que, ao culpar o presidente brasileiro pela penalização ao país, Rubio deixa de considerar os "215 milhões de brasileiros" afetados.

## Impacto das novas tarifas americanas

As tarifas adicionais de 25% impostas pelos EUA aos produtos brasileiros entrarão em vigor em breve, com uma regra de transição para mercadorias já embarcadas. Essa sobretaxa será somada às alíquotas já existentes, elevando o imposto total. O governo americano divulgou uma lista de produtos isentos da nova taxa, incluindo itens estratégicos como aeronaves civis, componentes aeronáuticos, café solúvel e alguns produtos farmacêuticos. No entanto, pedidos de isenção para setores como máquinas agrícolas, calçados e aço foram rejeitados.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Ronaldo Caiado expressou indignação com a medida, classificando-a como "uma penalização direta a quem trabalha e a quem produz no Brasil". Ele questionou se o interesse eleitoral de Lula e de outros aliados estava se sobrepondo à defesa dos interesses nacionais, resultando na penalização do país. O pré-candidato defendeu a necessidade de um presidente com "estatura" para defender o Brasil e projetá-lo internacionalmente.