Brasil considera retaliação a tarifas dos EUA; governo aponta 'interferência indevida'
Brasil reage a tarifas dos EUA, considerando Lei de Reciprocidade. Vice-presidente Alckmin e ministro da Fazenda criticam medida americana como 'injusta' e 'interferência indevida'.

O governo brasileiro reagiu às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, classificando a medida como "injusta e descabida". O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil pode recorrer à Lei de Reciprocidade em um "momento adequado", dependendo da decisão do presidente Lula. Alckmin destacou que os EUA possuem superávit comercial com o Brasil e que o sistema de pagamentos instantâneos Pix, um dos alvos das tarifas, não prejudicou as empresas de cartão de crédito americanas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, endossou as críticas, definindo as tarifas como uma "interferência externa indevida" e uma "muleta eleitoral". O governo informou ter realizado mais de 30 contatos com os Estados Unidos na tentativa de negociar as tarifas. Para mitigar os efeitos, o governo planeja reforçar o programa "Brasil Soberano", uma linha de crédito destinada a exportadores que foram afetados pelas novas tarifas americanas e pela guerra no Irã. Ministros de Relações Exteriores, Indústria, Comércio e Serviços, e Meio Ambiente estiveram presentes nas discussões sobre o tema.
## Discussões e Próximos Passos
A possibilidade de aplicar a Lei de Reciprocidade será levada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tomará a decisão final sobre a adoção de contramedidas. O governo brasileiro busca defender seus interesses comerciais frente ao que considera ações protecionistas dos EUA. A situação reflete um escalonamento na guerra comercial, com potencial impacto nas relações bilaterais e no fluxo de exportações brasileiras. A postura brasileira demonstra uma disposição em não ceder a pressões externas que afetem sua economia.