Boulos rebate Tabata e critica aliança com pautas conservadoras

Guilherme Boulos critica Tabata Amaral por vídeo sobre projetos aprovados e a acusa de apoiar pautas conservadoras. A deputada questionou a produtividade de parlamentares com alta votação.

Boulos rebate Tabata e critica aliança com pautas conservadoras

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), criticou a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) por um vídeo em que ela aponta o baixo número de projetos aprovados por parlamentares com alta votação, incluindo o próprio Boulos. A deputada também mencionou Nikolas Ferreira, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro em sua análise.

No vídeo divulgado nas redes sociais, Tabata Amaral questionou a discrepância entre o alto número de votos recebidos por alguns deputados e a quantidade de projetos legislativos que foram efetivamente aprovados em seus mandatos. "Isso aqui não é normal, gente. Não pode ser. São milhões de brasileiros que deram seu voto de confiança e que tão recebendo migalhas em retorno", afirmou a parlamentar.

Ela apresentou dados comparativos: Nikolas Ferreira teria tido três projetos aprovados em um mandato; Guilherme Boulos, cinco projetos em um mandato; Carla Zambelli, cinco projetos em dois mandatos; Eduardo Bolsonaro, cinco projetos em três mandatos; e Ricardo Salles, nenhum projeto aprovado.

Em resposta, Boulos utilizou as redes sociais para classificar o posicionamento de Tabata Amaral como "lamentável", especialmente vindo de alguém do "campo progressista". O ministro destacou seu orgulho pelos projetos que aprovou, citando a Lei das Cozinhas Solidárias, que contribuiu para a retirada do Brasil do Mapa da Fome.

Boulos aproveitou para contra-atacar a deputada, questionando seu histórico de votações e autoria de leis. Ele mencionou o apoio de Tabata Amaral à Reforma da Previdência do governo Bolsonaro e a uma lei que, segundo ele, criminaliza críticas ao genocídio em Gaza. "Teria vergonha se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de uma lei que criminaliza as críticas ao genocídio de Israel na Faixa de Gaza", declarou o ministro.

A troca de farpas entre os parlamentares evidencia as tensões e divergências ideológicas dentro do espectro progressista, especialmente em relação a estratégias legislativas e alinhamentos políticos em um cenário nacional polarizado. A discussão sobre a efetividade parlamentar e o uso político de dados legislativos ganha destaque no debate público.