Boulos critica Tabata por comparar sua atuação com bolsonaristas

Guilherme Boulos critica Tabata Amaral após vídeo comparar sua produção legislativa com bolsonaristas. Ministro defende atuação e cita projetos, enquanto deputada questiona "migalhas" de retorno aos eleitores.

Boulos critica Tabata por comparar sua atuação com bolsonaristas

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, reagiu de forma contundente a um vídeo divulgado pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP). No vídeo, Tabata compara a produção legislativa de deputados federais mais votados em 2022, incluindo Boulos, com parlamentares de direita como Nikolas Ferreira, Eduardo Bolsonaro e Carla Zambelli. A deputada criticou o baixo número de projetos de lei aprovados por esses congressistas, afirmando que milhões de brasileiros que confiaram seus votos recebem "migalhas em retorno".

Tabata Amaral apresentou dados sobre a quantidade de projetos que se tornaram lei para os cinco deputados federais mais votados em 2022. Segundo ela, Nikolas Ferreira (PL-MG) teve 3 projetos aprovados, Guilherme Boulos (PSOL-SP) 5, Carla Zambelli (PL-SP) 5, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) 5, e Ricardo Salles (Novo-SP) nenhum. A própria deputada afirmou ter 32 projetos aprovados e transformados em lei, seguindo os mesmos critérios.

A resposta de Boulos veio em sua conta na rede social X (antigo Twitter). Ele classificou a comparação feita por Tabata como "lamentável", especialmente por vir de alguém do "campo progressista". O ministro expressou orgulho de sua atuação como deputado federal, citando a Lei das Cozinhas Solidárias, que contribuiu para retirar o Brasil do Mapa da Fome. Boulos também alfinetou a deputada, mencionando "vergonha" se tivesse votado a favor da Reforma da Previdência de Bolsonaro ou se fosse autor de leis que criminalizam críticas ao genocídio em Gaza.

Boulos licenciou-se de seu mandato de deputado federal em outubro de 2025 para assumir a pasta no governo federal. Tabata Amaral, por sua vez, está em seu segundo mandato na Câmara e já foi adversária de Boulos na disputa pela Prefeitura de São Paulo há dois anos, quando declarou voto a ele no segundo turno.

A polêmica levanta o debate sobre a efetividade e a produção legislativa de parlamentares eleitos com alta votação, e a forma como essa atuação é percebida pelo eleitorado e pelos próprios colegas de Congresso.