Bolsonaro levanta suspeitas sobre urnas eletrônicas e Smartmatic

Eduardo Bolsonaro repete alegações de Flávio sobre uso de urnas Smartmatic, associada a fraudes, em live. TSE nega uso de urnas da empresa e garante segurança do sistema.

Bolsonaro levanta suspeitas sobre urnas eletrônicas e Smartmatic

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) reiterou nesta quinta-feira (23.jul.2026) as preocupações levantadas anteriormente por seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a respeito da utilização de urnas da empresa Smartmatic nas eleições brasileiras. Segundo eles, a companhia estaria associada a esquemas de fraude eleitoral.

As declarações de Eduardo foram feitas durante uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, na qual ele discutiu com o consultor político argentino Fernando Cerimedo sobre supostos métodos utilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para manipular resultados eleitorais. A live abordou o tema de possíveis fraudes e as ferramentas que poderiam ser empregadas para tal fim.

## TSE Desmente Uso de Urnas Smartmatic

Em resposta a alegações semelhantes, o TSE já esclareceu que, embora tenha estabelecido contratos com a Smartmatic para serviços de conexão de dados e voz, não utiliza urnas ou softwares desenvolvidos pela empresa. A Justiça Eleitoral brasileira assegura que o sistema eleitoral é concebido e gerido internamente por servidores e técnicos brasileiros, com urnas produzidas sob licitação pública. O comunicado oficial enfatiza que o sistema opera com meios próprios, criptografados e isolado da internet, garantindo sua segurança.

## Repercussão e Representação Judicial

As declarações de Flávio Bolsonaro sobre a segurança das urnas eletrônicas, feitas anteriormente a diplomatas, também geraram críticas. Ele mencionou relatórios da CIA sobre vulnerabilidades em sistemas de votação venezuelanos, sugerindo que máquinas da Smartmatic, citadas nesses documentos, poderiam estar em uso no Brasil. Críticos como Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) apontaram que tais questionamentos prejudicam a imagem internacional do país e desperdiçam oportunidades econômicas.

A polêmica ganhou contornos judiciais com a protocolização de uma representação no TSE pela Federação Brasil Esperança (PT, PC do B e PV). A ação acusa Flávio e Eduardo Bolsonaro, juntamente com os deputados Gustavo Gayer e Júlia Zanatta, de orquestrar um movimento de desinformação contra a integridade do sistema de votação eletrônica brasileiro.