Bolsonaristas criticam Moraes e comparam caso de Bolsonaro a Lula
Bolsonaristas criticam o STF e Alexandre de Moraes por restrições impostas a Jair Bolsonaro em prisão domiciliar, comparando o caso com o período em que Lula esteve preso e questionando a aplicação da lei.

## Críticas à prisão domiciliar de Bolsonaro
O grupo bolsonarista intensificou as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes após novas restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A mais recente decisão, proferida neste sábado (17), negou o pedido da defesa para que Bolsonaro recebesse Javier Milei, presidente da Argentina, em visita.
Anteriormente, em outra decisão na sexta-feira (17), Moraes já havia mantido a proibição de visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias e vetado contatos políticos até as eleições de outubro, além da divulgação de novos manifestos. A Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que a leitura de uma carta do ex-presidente pelo filho, pré-candidato à Presidência, violou as regras da prisão domiciliar.
## Reações e comparações com o caso Lula
Flávio Bolsonaro classificou a medida como "ilegal, desproporcional, covarde e cruel", afirmando que seu pai estava "enterrado vivo". Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal, criticou a decisão nas redes sociais, declarando que seu pai está em "cativeiro", e não em prisão domiciliar. O influenciador Paulo Figueiredo ironizou a situação, sugerindo que as restrições "escancarariam" algo.
Deltan Dallagnol, ex-procurador e ex-deputado, também utilizou as redes sociais para comparar o caso de Bolsonaro com o de Lula quando este esteve preso. Ele relembrou que Lula recebeu a visita do ex-presidente uruguaio José Mujica, que posteriormente participou da campanha presidencial do petista. Dallagnol questionou a proibição de visitas políticas para Bolsonaro, argumentando que a lei deveria ser a mesma.
## Justificativas e diferenças apontadas pelo STF
Em sua decisão, Alexandre de Moraes justificou o veto a visitas de caráter político e a divulgação de manifestos pelo fato de Bolsonaro ter sido condenado por atos contra o regime democrático, o que resultou na suspensão de seus direitos políticos. A condenação de Lula em 2018, que levou à sua prisão e foi posteriormente anulada, ocorreu por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
O STF também apontou que, diferentemente do caso de Lula, que tinha restrições apenas para entrevistas, Bolsonaro enfrenta medidas cautelares que incluem proibição de correspondências e manifestos. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, criticou a "escalada de restrições às liberdades fundamentais" e reforçou o contraste com o caso de Lula. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) questionou a seriedade das eleições diante das proibições impostas.