Bocalom defende controle público de água e esgoto em Rio Branco

Tião Bocalom defende gestão pública de água e esgoto em Rio Branco, citando equilíbrio financeiro e investimentos em saneamento, em contraponto às críticas do senador Márcio Bittar.

Bocalom defende controle público de água e esgoto em Rio Branco

O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), defendeu a manutenção da gestão pública dos serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo. A declaração surge em resposta às críticas do senador Márcio Bittar (PL-AC), pré-candidato à reeleição, que considerou um erro a assunção desses serviços pela prefeitura. Bocalom reconheceu divergências de visão com o senador, mas reafirmou sua posição em favor da administração estatal desses setores.

## Serviços Essenciais Sob Gestão Pública

Bocalom argumentou que água, esgoto e lixo são bens essenciais que devem ser cuidados pelo Estado, especialmente em regiões com indicadores socioeconômicos menos favoráveis, como o Acre. Ele destacou que o estado possui uma alta proporção de famílias dependentes de programas sociais, o que, segundo ele, justifica o papel do poder público em garantir acesso a serviços básicos a custos acessíveis. A iniciativa privada, por natureza, busca o lucro, o que pode impactar negativamente a população mais vulnerável.

O ex-prefeito citou o caso da autarquia responsável pelos serviços em Rio Branco, que, segundo ele, alcançou equilíbrio financeiro após assumir integralmente a gestão. Anteriormente, a entidade operava com prejuízo. Atualmente, mesmo oferecendo tarifas competitivas, que Bocalom afirma serem as mais baratas do Brasil, a autarquia apresenta equilíbrio e planeja investimentos significativos.

## Investimentos e Ampliação de Cobertura

Os planos de investimento para o ano corrente, estimados entre R$ 11 milhões e R$ 15 milhões, visam a melhoria contínua do sistema. Bocalom ressaltou os avanços na infraestrutura de saneamento básico da capital, com projeções de um crescimento expressivo na cobertura da rede de esgoto. A meta é sair dos atuais 22% para aproximadamente 50% de cobertura até o fim do ano, o que representaria um marco para a cidade.

Além disso, o fornecimento de água potável foi expandido para diversos bairros e comunidades, muitos dos quais sofriam com longos períodos de interrupção no abastecimento ou dependiam de caminhões-pipa. A garantia de fornecimento contínuo e a extensão do serviço a áreas remotas foram apontados como evidências de que o modelo atual está funcionando e não necessita de alterações.