Avião presidencial de Trump receberá reforços de defesa
Avião presidencial de Trump, doado pelo Qatar, passará por modernização para receber sistemas de defesa avançados, após preocupações com segurança serem levantadas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o avião presidencial Boeing 747-800, recebido como doação do Qatar, será submetido a um processo de modernização em breve. A aeronave, utilizada pelo presidente em viagens recentes, incluindo uma para a Turquia, passará por um período de cerca de um mês para ser "equipada ao máximo", segundo declarações de Trump. A medida visa equipar o jato com sistemas de defesa que o aproximem dos padrões de segurança das aeronaves mais antigas utilizadas como Air Force One.
## Equipamentos de Segurança em Foco
A necessidade de aprimoramento surgiu após relatos indicarem que o avião doado pelo Qatar não dispõe dos mesmos sistemas de defesa antimísseis e outras contramedidas encontradas em modelos anteriores do Air Force One. Trump, ao ser questionado sobre o uso da aeronave, confirmou que ela possui "muita capacidade", mas reconheceu que ela seria enviada para receber equipamentos adicionais. Não foram detalhados quais seriam essas melhorias específicas ou se o prazo de um mês para a conclusão é realista.
## Histórico e Investigações
A reportagem do The New York Times sobre a falta de sistemas de defesa no novo avião presidencial desencadeou uma investigação interna na Casa Branca e até mesmo uma intimação do FBI a repórteres do jornal. O jato em questão, com aproximadamente 14 anos de uso, passou por um processo de adaptação considerado caro e apressado para servir como meio de transporte presidencial. Os aviões tradicionalmente designados como Air Force One são projetados com características como defesas antimísseis, blindagem contra pulsos eletromagnéticos em caso de ataque nuclear, capacidade de reabastecimento em voo e infraestrutura médica.
## Decisão de Trump
Trump, que já havia criticado os antigos aviões presidenciais por serem ultrapassados, optou por utilizar a aeronave doada pelo Qatar. Contudo, ao retornar de uma cúpula da OTAN na Turquia, o presidente optou por embarcar em um dos jatos mais antigos. Segundo informações divulgadas, o Serviço Secreto teria recomendado essa escolha. A aeronave doada é considerada um "avião de transição" até a chegada dos novos jatos encomendados à Boeing, que enfrentam atrasos significativos em sua entrega. A falta de alguns sistemas sofisticados em comparação com os aviões mais antigos do Air Force One levantou preocupações sobre a segurança das viagens presidenciais.