Aprovação de Lula segue estável apesar de tarifas dos EUA, diz Datafolha

Pesquisa Datafolha revela aprovação de 48% para o governo Lula, estável mesmo após tarifas dos EUA. Governador Tarcísio de Freitas defende negociação contínua para mitigar impactos.

Aprovação de Lula segue estável apesar de tarifas dos EUA, diz Datafolha

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece estável, com 48% de aprovação, apesar da recente imposição de tarifas pelos Estados Unidos sobre exportações brasileiras. É o que aponta a nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (24). Os índices de avaliação da gestão e de aprovação presidencial não apresentaram variações significativas em relação aos levantamentos anteriores, com as oscilações ocorrendo dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

## Avaliação Geral e Impacto das Tarifas

Segundo o instituto, 38% dos brasileiros classificam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 32% o consideram ótimo ou bom. Outros 28% avaliam a administração como regular. Esses números mostram que a ofensiva comercial dos EUA não impactou a percepção pública sobre o governo, frustrando expectativas de integrantes do Planalto, que buscavam explorar politicamente o embate comercial. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios entre quarta-feira (22) e quinta-feira (23). O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-01166/2026.

## Base de Apoio e Rejeição

A pesquisa também detalha os perfis demográficos que mais reprovam e aprovam o governo. A reprovação é maior entre homens (43%), moradores da Região Sul (46%), pessoas com ensino superior (48%) e evangélicos (51%). Por outro lado, os maiores índices de aprovação positiva são observados entre nordestinos (45%), pessoas com menor escolaridade (46%), eleitores com mais de 60 anos (42%), brasileiros de menor renda (39%) e católicos (38%). Esses segmentos coincidem com a base de apoio e os focos de rejeição já identificados em pesquisas anteriores, indicando uma base de apoio e de oposição relativamente inalterada.

## Reações e Negociações

Paralelamente aos dados da pesquisa, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defendeu nesta quarta-feira (22) a continuidade das negociações com os Estados Unidos para mitigar os efeitos do "tarifaço". Segundo ele, medidas de reciprocidade apenas agravariam a situação. "O caminho é negociar. Não faz sentido nenhum aplicar a Lei de Reciprocidade, só agrava a situação, não ganhamos nada com isso", afirmou Tarcísio, ressaltando que o Brasil teve oportunidades de negociar anteriormente sem sucesso. Ele destacou que o prejuízo afeta a economia brasileira, especialmente o agronegócio e o setor de macroequipamentos, diminuindo a competitividade. O governador de São Paulo mencionou a intenção de repetir ações do ano passado, como a liberação antecipada de crédito emergencial, para amenizar os impactos.