Acordo com Oi é legal, diz ex-governador Mauro Mendes em meio a operação
Ex-governador Mauro Mendes defende legalidade de acordo com Oi após operação da PF e acusa adversários políticos de criarem "narrativas falsas" visando eleições.

O ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, pronunciou-se publicamente após ser alvo de buscas e apreensões da Polícia Federal no âmbito da Operação Heritage. A operação investiga um acordo firmado pelo Governo do Estado com a operadora de telefonia Oi, no valor de R$ 308 milhões.
Mendes explicou que o acordo se refere a um bloqueio de dinheiro da Oi, realizado em 2009 pelo Estado devido a cobranças de impostos. Após o Estado perder a ação judicial, o montante original, que corrigido poderia atingir quase R$ 580 milhões, precisaria ser devolvido. A Procuradoria-Geral do Estado propôs um acordo para quitar a pendência com o pagamento de R$ 308 milhões. Segundo o ex-governador, o acordo foi analisado e aprovado por diversos órgãos, incluindo o Tribunal de Contas, o Ministério Público de Contas e o Ministério Público Estadual, sendo homologado pela Justiça como legal e vantajoso.
## Acusações de Adversários Políticos
Mendes negou qualquer relação pessoal ou familiar com os fundos que receberam o recurso. Ele acusou diretamente os candidatos ao Senado, Janaina Riva e Pedro Taques, de terem criado "narrativas falsas" sobre o caso há mais de um ano. O ex-governador afirmou que o relatório da Polícia Federal para embasar a investigação seria uma cópia de denúncias feitas por Taques, a quem acusou de usar sua experiência anterior no Ministério Público Federal para induzir autoridades a abrir a investigação.
## Contexto Eleitoral e Histórico Pessoal
O ex-governador comparou a situação atual com um episódio em 2014, quando era prefeito de Cuiabá e sofreu buscas e apreensões que, segundo ele, levaram sua família e empresas a uma situação de "quase quebra". Ele ressaltou que, anos depois, a própria Polícia Federal emitiu parecer favorável, levando ao arquivamento do processo.
Mendes levantou suspeitas sobre o momento da operação, ocorrendo a cerca de 60 dias das eleições, e a vinculou a uma tentativa de prejudicar sua candidatura, que lideraria as pesquisas. Ele mencionou que adversários políticos, como Pedro Taques, Janaina Riva, Carlos Fávaro e Jayme Campos, teriam pressionado em Brasília e anunciado a operação previamente, o que, segundo ele, estaria comprovado por declarações na imprensa. O ex-governador também citou recentes rejeições de candidaturas de aliados desses adversários como um possível motivo para a ação. Ele questionou como adversários teriam acesso a informações sigilosas do Supremo Tribunal Federal e distribuído para a imprensa.
## Defesa e Críticas à "Velha Política"
Mendes reiterou sua defesa de que não cometeu ilegalidades e que a Procuradoria-Geral do Estado também agiu dentro da lei. Ele criticou a "velha política" e a "sujeira" e "mentira" de adversários que, segundo ele, não apresentaram resultados e recorrem a "sacanagem política" para compensar a falta de realizações. O ex-governador também mencionou o acesso dificultado à cópia do processo pela sua defesa, em contraste com a rápida divulgação para a imprensa.