Trump intensifica conflito com Irã e suspende acordo de paz

Donald Trump encerra acordo de paz com o Irã, ordena novos ataques após incidentes no Estreito de Ormuz e impacta mercados globais.

Trump intensifica conflito com Irã e suspende acordo de paz

A tensão no Oriente Médio escalou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do acordo de paz com o Irã e ordenar uma nova onda de ataques contra alvos iranianos. A decisão ocorre em resposta a incidentes envolvendo cargueiros no Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente.

Em declarações durante a Cúpula da OTAN, Trump classificou os iranianos como "escória" e duvidou da eficácia das negociações de paz, embora tenha mencionado que pessoas "boas" do lado americano ainda buscam o diálogo. Ele descreveu as conversas como uma "perda de tempo". O memorando de intenções assinado há três semanas previa a reabertura do Estreito de Ormuz, mas a assinatura foi seguida pelo ataque a três cargueiros na região.

Em retaliação aos ataques aos navios, que não foram reivindicados pelo Irã, Trump ordenou bombardeios contra o país e revogou uma licença que suspendia sanções, permitindo a exportação de petróleo iraniano. As Forças Armadas iranianas reagiram atacando bases militares americanas no Bahrein e no Kuwait, sem causar danos significativos.

Trump ameaçou novas ações militares, afirmando que "o que acontecer vai terminar bem rápido", e os Estados Unidos confirmaram o início de ataques para reduzir a capacidade do Irã de ameaçar a navegação no estreito. Relatos de explosões em bases navais da Guarda Revolucionária em Sirik e Bandar Abbas foram divulgados por agências iranianas. O presidente americano postou vídeos dos ataques, descrevendo-os como retribuição e alertando que "se acontecer de novo, vai ser muito pior".

As declarações e ações de Trump geraram reações imediatas nos mercados financeiros globais. A bolsa de Nova York operou em queda, o preço do barril de petróleo de referência disparou, e ações de companhias aéreas sofreram quedas. No Brasil, a bolsa de valores fechou em baixa, e o dólar comercial manteve-se próximo da estabilidade.