Trump alerta China e Rússia contra envolvimento em conflito com Irã

Trump alerta China e Rússia contra envolvimento no conflito com o Irã. EUA e Irã trocam ataques no Oriente Médio, elevando tensões e o preço do petróleo.

Trump alerta China e Rússia contra envolvimento em conflito com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um alerta nesta sexta-feira (24) direcionado à China e à Rússia, advertindo ambos os países contra qualquer envolvimento no conflito em andamento com o Irã. Trump declarou que não acredita que essas nações estejam participando ativamente do conflito, mas ressaltou que um eventual envolvimento seria "muito ruim para eles", pois "certamente não seria do interesse deles".

## Relações Diplomáticas e Acordos

Segundo o presidente americano, o líder chinês, Xi Jinping, teria garantido em um encontro recente que a China não venderia armas ao Irã, incluindo empresas chinesas. Trump afirmou confiar na palavra de Jinping, mencionando também que tem feito "grandes favores" ao presidente chinês. De forma semelhante, Trump relatou que o presidente russo, Vladimir Putin, também lhe assegurou que não forneceria armas ao Irã. Trump mencionou que Putin entende sua política de não vender armas à Ucrânia, mas sim a países da OTAN, que pagam o preço integral.

No entanto, informações veiculadas pela Reuters nesta semana indicam que ataques iranianos com drones contra instalações da CIA no Golfo levaram analistas de inteligência dos EUA a investigar a possibilidade de a Rússia ter prestado auxílio, seja fornecendo informações sobre alvos ou tecnologia avançada de drones. Tais questionamentos sobre a ajuda de Moscou e Pequim ao Irã surgem frequentemente, dada a notada eficácia e precisão dos bombardeios iranianos.

## Escalada Militar e Impacto Econômico

A escalada militar se intensificou nesta sexta-feira, com Washington e Teerã trocando novos ataques no Oriente Médio. O Irã rejeitou uma proposta de cessar-fogo apresentada pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi. Autoridades iranianas, incluindo o principal negociador Mohammad Bagher Qalibaf e o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, consideraram que não havia necessidade de um novo mediador e que "o problema é a postura dos Estados Unidos". Detalhes da proposta de trégua não foram totalmente esclarecidos, mas o Irã indicou desinteresse em um acordo temporário que não resolvesse a questão do controle sobre o Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou ter atacado instalações e ativos militares iranianos, incluindo locais de armazenamento de drones, visando reduzir ameaças à navegação comercial em Ormuz. O Irã, por sua vez, alegou ter lançado drones contra bases militares americanas no Bahrein, Jordânia e Kuwait, sem relatos imediatos de danos.

A retomada dos combates elevou a pressão sobre os mercados de energia, com o petróleo Brent superando os US$ 100. Preocupações com a extensão do conflito ao Mar Vermelho também aumentaram, devido a ameaças dos houthis do Iêmen, aliados do Irã, de ampliar ataques contra navios sauditas, elevando o risco de interrupções em outra rota comercial marítima global. Trump anunciou que cobrará do Irã os custos de danos a navios no Estreito de Ormuz, utilizando recursos iranianos sob controle dos EUA, uma medida que o Irã considerou um "precedente incendiário".