Trump acredita em resolução "em breve" da guerra na Ucrânia após conversas
Donald Trump acredita que a guerra na Ucrânia será resolvida em breve após conversar com Putin e Zelensky, que indicaram desejo por acordo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta terça-feira (7) otimismo quanto a uma resolução rápida para o conflito na Ucrânia. Segundo Trump, ele manteve conversas produtivas com os líderes de ambos os países envolvidos na guerra: o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Trump relatou ter tido um diálogo "muito bom" e "longo" com Putin, seguido por uma conversa com Zelensky. "Acho que ambos querem chegar a um acordo", declarou Trump durante um encontro com o presidente turco, Tayyip Erdogan, na cúpula da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), realizada na Turquia. Ele acrescentou: "Acho que vamos resolver isso; tomara que em breve."
As declarações de Trump ocorrem em um momento de escalada de tensões e ataques mútuos. A Ucrânia tem intensificado suas ações contra a infraestrutura energética russa, enquanto a Rússia tem respondido com ofensivas em larga escala, incluindo ataques com mísseis e drones que, segundo relatos, causaram mortes na capital ucraniana, Kiev. A OTAN, sob a liderança de Trump, tem se comprometido a apoiar a Ucrânia e manter sanções contra a Rússia.
Espera-se que Zelensky e Trump se reúnam formalmente na cúpula da OTAN, onde a defesa aérea ucraniana contra os ataques russos deve ser um tópico central. A Rússia iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, anexando posteriormente quatro regiões ucranianas. Apesar dos avanços russos lentos no leste, Moscou mantém seus objetivos de guerra, enquanto os Estados Unidos, sob a gestão de Trump, pressionam por um acordo de paz.
Ambos os lados do conflito negam atingir civis, mas milhares de mortes já foram registradas, com a maioria das vítimas sendo ucranianas. Os Estados Unidos estimam que cerca de 1,2 milhão de pessoas foram feridas ou mortas no conflito. A falta de divulgação de números de baixas militares por ambos os países torna a dimensão exata das perdas humanas incerta.