Terremotos na Venezuela: Mortes chegam a 3.811 e governo busca liberar ouro
Número de mortos por terremotos na Venezuela chega a 3.811. Governo busca liberar US$ 1,9 bilhão em ouro retido no Reino Unido e ativos do FMI para reconstrução.

O número de mortos em decorrência dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas subiu para 3.811, de acordo com o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano. A tragédia deixou ainda 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, segundo informações do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
A região mais severamente afetada foi o estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 edificações sofreram danos, com 190 desabando completamente. Os tremores, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorreram em 24 de junho, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por 20 réplicas.
Diante da magnitude da catástrofe e com milhares de famílias ainda desabrigadas, o governo interino da Venezuela intensificou os esforços para obter recursos destinados às ações de resposta e reconstrução. A presidente interina, Delcy Rodríguez, enviou uma carta ao rei Charles III do Reino Unido solicitando a liberação de reservas de ouro venezuelanas avaliadas em aproximadamente US$ 1,9 bilhão, mantidas no Banco da Inglaterra. O acesso a esses fundos está bloqueado devido a decisões judiciais britânicas que não reconheceram o governo de Nicolás Maduro como legítimo.
Rodríguez também dialogou com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para pleitear a liberação de ativos venezuelanos retidos na instituição, que somam cerca de US$ 5,1 bilhões. O governo defende que esses recursos, pertencentes ao povo venezuelano, sejam utilizados nas ações emergenciais de assistência e recuperação das áreas atingidas.
Em resposta à crise, diversos países, incluindo Estados Unidos, China, Brasil, México e Reino Unido, enviaram equipes de resgate, equipamentos, medicamentos e alimentos para a Venezuela. A Organização das Nações Unidas (ONU) também mobiliza apoio internacional, buscando arrecadar cerca de US$ 300 milhões para financiar ações humanitárias e a recuperação das regiões impactadas.
As operações de socorro continuam nas áreas afetadas, com equipes atuando no atendimento às vítimas, remoção de escombros e assistência aos desabrigados. A comunidade internacional busca consolidar esforços para mitigar o sofrimento das vítimas e iniciar o processo de reconstrução.