Tensões Internacionais: Líbano e Irã relatam incidentes com EUA

EUA supervisionam retirada israelense no Líbano e são acusados pelo Irã de interromper reabertura de estreito estratégico. No Brasil, Fachin descarta risco de ação militar americana.

Tensões Internacionais: Líbano e Irã relatam incidentes com EUA

O cenário geopolítico internacional apresentou nesta quinta-feira (9) tensões em duas frentes distintas envolvendo os Estados Unidos. No Líbano, o embaixador americano anunciou a chegada de uma delegação que supervisionará o início da retirada israelense de "zonas-piloto" no sul do país. Este movimento faz parte de um acordo-quadro firmado em junho, que prevê a retirada de Israel e o deslocamento do Exército libanês na região, em contrapartida ao desarmamento do grupo Hezbollah.

Segundo a Presidência libanesa, o embaixador Michel Issa informou ao presidente Joseph Aoun que a delegação militar americana chegará em breve a Beirute para coordenar a implementação em campo. O acordo, fruto de cinco rodadas de negociações inéditas, visa estabelecer uma zona desmilitarizada de até dez quilômetros a partir da fronteira com Israel. No entanto, o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, opõe-se às negociações diretas e à sua desmobilização, declarando que "nenhuma cláusula do acordo será aplicada". A necessidade de evitar "qualquer vazio" durante a retirada israelense foi enfatizada pelo embaixador americano.

Paralelamente, o Irã reportou que bombardeios atribuídos aos Estados Unidos interromperam a reabertura gradual do Estreito de Ormuz. A Marinha iraniana afirmou que os ataques ocorreram pelo segundo dia consecutivo, elevando as tensões na região do Golfo Pérsico. O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima vital para o transporte de petróleo.

No Brasil, em um contexto distinto, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afastou a possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos no país. Fachin declarou, na quarta-feira (8), que não vislumbra risco de intervenção militar americana, mesmo após a classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas. Ele ressaltou que a soberania nacional "há de prevalecer".