Tensão EUA-Irã paralisa tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz
Tráfego de petroleiros no Estreito de Ormuz quase paralisado devido a tensões EUA-Irã. Média diária despenca, e preços do petróleo sobem.

O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz sofreu uma redução drástica, aproximando-se da paralisação total, em resposta à recente troca de ataques entre os Estados Unidos e o Irã. A informação foi divulgada por Jorge Leon, chefe de análise geopolítica da Rystad Energy, que avaliou a situação como um reflexo direto da percepção de risco elevada no momento, superando declarações oficiais de ambos os governos.
Até a manhã desta quarta-feira, apenas quatro navios-tanque haviam conseguido atravessar o estreito estratégico. Este número contrasta acentuadamente com a média diária de aproximadamente 32 navios-tanque registrada desde o acordo de cessar-fogo de 60 dias entre os EUA e o Irã, firmado em 17 de junho. Os dados são da Kpler, compilados pelo analista sênior de petróleo Naveen Das, que também foi ouvido pela CNN.
O Estreito de Ormuz é uma via vital para o comércio global de energia, por onde transitava cerca de um quinto do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do conflito mais recente. A normalização da circulação pelo canal foi um dos pontos requisitados pelos Estados Unidos, com o objetivo de estabilizar o cenário do mercado energético internacional.
A incerteza gerada pela escalada das tensões e a consequente interrupção do fluxo pelo estreito já provocaram reações nos mercados. O preço do petróleo Brent, referência global, e do West Texas Intermediate, referência nos Estados Unidos, registraram uma alta de aproximadamente 5% pela manhã desta quarta-feira, evidenciando a sensibilidade do setor a esses eventos geopolíticos.