Rússia lança maior ataque balístico contra Ucrânia desde 2022
Rússia realiza o maior ataque balístico contra a Ucrânia desde 2022, visando Kiev com mísseis e drones. Autoridades ucranianas relatam mortos e feridos, pedindo mais defesa aérea e sanções contra Moscou.

A Rússia executou o que autoridades ucranianas descrevem como o maior ataque com mísseis balísticos contra a Ucrânia desde o início da guerra em larga escala, na madrugada de domingo (19.jul.2026). A ofensiva teve como alvo principal a capital Kiev, resultando em mortos e feridos, além de danos significativos.
Segundo o ministro interino das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, a Rússia lançou cerca de quatro dezenas de mísseis balísticos, a maioria direcionada à capital, além de aproximadamente 120 drones de ataque. A Força Aérea da Ucrânia informou ter interceptado 18 dos 41 mísseis balísticos disparados. Dos 125 drones utilizados, 108 foram abatidos pelas defesas ucranianas.
Os mísseis e drones restantes atingiram 20 locais diferentes. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, relatou incêndios em um dormitório, um edifício residencial e um supermercado, além de danos a prédios não residenciais, armazéns, carros estacionados e escritórios em diversas áreas da cidade.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como um dos maiores contra Kiev e destacou que uma pessoa morreu e outras 16 ficaram feridas na capital e região. Ele reiterou a necessidade de mais interceptores para defesa aérea e de pressão internacional contínua sobre Moscou. Zelensky mencionou que, apenas na última semana, a Rússia empregou cerca de 1.450 drones, mais de 1.640 bombas aéreas guiadas e 99 mísseis contra o país.
Em resposta ao ataque russo, o Exército ucraniano declarou ter atingido dois petroleiros russos no Mar Negro durante a madrugada. O ataque da Rússia é visto como uma retaliação ao bombardeio ucraniano com drones em armazéns no território russo, que, segundo relatos, matou pelo menos 8 pessoas, sendo considerado o ataque mais letal em solo russo em mais de dois anos.
Sybiha pediu sanções adicionais da União Europeia contra a Rússia e a entrega de mais sistemas de defesa aérea, afirmando que "precisamos de uma pressão devastadora sobre Moscou para pôr fim a este terror". Ele também mencionou a destruição de um centro de reabilitação para crianças e adultos com deficiência na região de Sumy em ataques recentes, sem alvos militares no local.