Rússia ataca Kiev: 10 mortos e 46 feridos às vésperas da OTAN
Ataque russo em Kiev causa 10 mortes e 46 feridos, incluindo crianças. Ofensiva ocorre às vésperas da cúpula da OTAN na Turquia.

Um ataque aéreo russo contra Kiev na noite de domingo (5) resultou na morte de ao menos dez pessoas e deixou 46 feridos, cinco deles crianças. A ofensiva, que atingiu edifícios residenciais no distrito de Darnytskyi e a área de Bucha, ocorreu na véspera de uma importante reunião de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Turquia. O prefeito da capital ucraniana, Vitali Klitschko, confirmou os ataques e informou que as defesas aéreas foram acionadas para repelir os mísseis, solicitando que a população permanecesse em abrigos.
O incidente marca uma escalada de violência na região, com o ataque sendo um dos mais significativos contra a capital ucraniana desde o início do conflito em 2022. A Rússia havia realizado um ataque massivo na quinta-feira anterior, que causou a morte de pelo menos 30 pessoas. A reunião da OTAN em Ancara, na Turquia, está prevista para contar com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e do presidente da Ucrânia, Volodomir Zelenski, o que adiciona um peso geopolítico extra ao contexto dos ataques.
Paralelamente aos bombardeios em Kiev, a península da Crimeia, ocupada pela Rússia, também foi afetada. Mijáil Razvozhayev, governador da Crimeia, relatou que a cidade de Sebastopol ficou temporariamente sem energia após um ataque direcionado à infraestrutura energética da região. A situação na Ucrânia continua a ser um dos focos mais críticos da segurança internacional, sendo o conflito mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
O ataque em Kiev, com suas vítimas civis e danos a áreas residenciais, intensifica as preocupações globais sobre a continuidade do conflito e seus impactos humanitários. A proximidade da reunião da OTAN sugere que a questão ucraniana será central nas discussões, com potencial para novas definições de estratégias e alianças diante da agressão russa. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, enquanto a Ucrânia busca reforçar sua defesa e o apoio de seus aliados ocidentais.