Reino Unido realiza maior treinamento de defesa em décadas
Reino Unido prepara seu maior exercício de defesa interna em décadas para testar a capacidade contra ameaças híbridas, como ciberataques e desinformação.

O Reino Unido anunciou que realizará, no próximo ano, seu maior exercício de defesa interna em décadas. O objetivo principal é testar a preparação do país para enfrentar ameaças híbridas, incluindo ataques cibernéticos, campanhas de desinformação e a sabotagem de infraestruturas críticas.
## Preparativos Acelerados
O governo britânico intensificou os preparativos de defesa em resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. Aliados europeus e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) têm alertado sobre a possibilidade de Moscou expandir suas ações. A Rússia é acusada de intensificar ameaças híbridas, que vão desde ações físicas e cibernéticas até a guerra de informação.
O exercício, que ocorrerá ao longo de vários dias, envolverá ministros e centenas de autoridades governamentais e do setor público. A iniciativa complementará um exercício de gestão de crises da Otan, focado na coordenação de respostas políticas e militares a grandes crises de segurança. O cenário específico do treinamento britânico é mantido em sigilo, mas a intenção é avaliar a prontidão nacional.
## Novas Ameaças Identificadas
Em paralelo, o Reino Unido atualizou sua lista de ameaças, adicionando sete novos riscos. Entre eles estão tentativas de interferência em processos democráticos, como manipulação eleitoral e campanhas de desinformação, além de operações de influência estrangeira. Ataques cibernéticos a infraestruturas essenciais, como sistemas de dados, abastecimento de água e redes policiais, também foram incluídos.
Um risco de "falha na resiliência digital" foi adicionado com base em lições aprendidas com a interrupção dos serviços da CrowdStrike em 2024, que afetou milhões de computadores com sistema Windows globalmente. Para aumentar a conscientização, o governo lançará uma campanha nacional incentivando famílias a se prepararem para emergências, como eventos climáticos extremos, inundações e ciberataques.