Otan apoia novos ataques dos EUA ao Irã e petróleo dispara
Secretário-geral da Otan apoia ataques dos EUA ao Irã após incidentes no Estreito de Ormuz. Preços do petróleo disparam mais de 2% com escalada de tensões.

O Secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, declarou apoio aos recentes ataques realizados pelos Estados Unidos contra o Irã. Segundo Rutte, a reação de Washington foi "absolutamente necessária" diante da acusação de que o Irã teria violado um cessar-fogo e atacado navios no Estreito de Ormuz. A declaração foi feita a jornalistas na véspera da cúpula da aliança em Ancara.
Os Estados Unidos intensificaram as ações militares contra o Irã na terça-feira (7), revogando também uma licença que permitia a Teerã a venda de petróleo. A medida veio após o ataque a três petroleiros no Estreito de Ormuz, o que elevou as tensões em uma região já marcada por um cessar-fogo fragilizado. Rutte enfatizou a importância de uma resposta firme diante de tais incidentes, ressaltando que a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz é crucial para todos os 32 aliados da Otan.
## Pauta nuclear e aliança em foco
O programa nuclear iraniano também deve ser um dos pontos centrais da discussão na reunião da Otan. Rutte expressou a expectativa de que os aliados reafirmem a posição de que o Irã "jamais deve obter capacidade nuclear". A cúpula também visa reafirmar o compromisso dos Estados Unidos com a aliança, especialmente após divergências recentes levantadas pelo presidente Donald Trump em relação ao conflito com o Irã e outras questões geopolíticas. Rutte, no entanto, assegurou o "compromisso total dos Estados Unidos com a Otan", ao mesmo tempo em que destacou a expectativa por um aumento nos gastos com defesa por parte de aliados europeus e canadenses.
## Mercado de petróleo reage com alta
A escalada de tensões entre EUA e Irã impactou diretamente os mercados globais. Na quarta-feira (8), os preços do petróleo registraram uma alta expressiva. O petróleo Brent, referência internacional, subiu 2,6%, alcançando US$ 76,09 o barril. O petróleo WTI, utilizado como referência nos Estados Unidos, apresentou variação semelhante, com alta de 2,6% e negociação a US$ 72,25 o barril. Essa valorização ocorre após os contratos terem acumulado quedas recentes, retornando a patamares anteriores ao início do conflito entre os dois países, no fim de fevereiro. As bolsas asiáticas, por outro lado, fecharam sem tendência definida, com avanços na China e em Hong Kong, mas quedas na maior parte dos mercados da região.