ONU condena ataques dos EUA contra Irã e pede fim da escalada militar
ONU considera "inaceitáveis" ataques dos EUA contra infraestruturas civis no Irã. Ofensiva noturna contra pontes já deixou ao menos oito mortos, segundo mídia estatal.

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que os ataques realizados pelos Estados Unidos contra infraestruturas civis no Irã e em outras partes da região são "inaceitáveis". O secretário-geral da ONU, António Guterres, manifestou profunda preocupação com a contínua escalada militar entre os dois países, reiterando que não há solução militar para o conflito.
## Ataques e Vítimas
Segundo a agência estatal de notícias do Irã, ataques noturnos dos EUA na quinta-feira (16) e madrugada de sexta-feira (17) atingiram seis pontes na província de Hormozgan, no sul do país. Essas pontes conectam cidades importantes como Bandar Abbas, com vista para o Estreito de Ormuz. Os ataques resultaram na morte de pelo menos oito pessoas e deixaram 20 feridas, de acordo com a mídia estatal iraniana. O porta-voz do Ministério da Saúde iraniano informou que o número total de mortos no Irã desde a retomada dos ataques pelos EUA em julho chegou a 38, com mais de 400 feridos.
## Escalada de Tensões e Riscos Marítimos
Os Estados Unidos também atacaram um aeroporto no Irã, levando Teerã a responder com um ataque contra uma usina de energia e dessalinização no Kuwait. A ampliação dos alvos para instalações de infraestrutura aumenta o risco de uma nova escalada. No mar, fuzileiros navais dos EUA abordaram um navio-tanque próximo ao Estreito de Ormuz, e outra embarcação foi apreendida por homens armados na costa do Iêmen. Esses incidentes elevam a preocupação com a segurança no transporte de petróleo no Oriente Médio, especialmente na entrada do Mar Vermelho, outro ponto estratégico crucial.
Washington e Teerã testam os limites da escalada desde o colapso do acordo de cessar-fogo na semana passada, aumentando o risco de um retorno a uma guerra em larga escala. A ONU enfatiza que a solução para o conflito não passa por meios militares, buscando evitar um confronto generalizado na região.