Militares dos EUA mortos e desaparecidos em ataques do Irã na Jordânia

Dois militares dos EUA morreram e um está desaparecido após ataques iranianos na Jordânia. O Irã também rompeu um acordo de paz com os EUA e atacou infraestrutura civil no Kuwait.

Militares dos EUA mortos e desaparecidos em ataques do Irã na Jordânia

Dois militares americanos morreram, quatro ficaram feridos e um está desaparecido após um ataque iraniano na Jordânia, segundo informou o Exército dos Estados Unidos. Este incidente marca um dos dias mais letais para as tropas americanas desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro.

## Escalada do Conflito e Rompimento de Acordos

O Irã anunciou neste sábado (18) que não cumprirá mais os compromissos de um acordo temporário de paz assinado com os Estados Unidos no mês anterior. A declaração oficial, feita após uma série de ataques americanos contra posições iranianas, representa uma nova escalada no já tenso conflito regional. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabad, afirmou que o país suspendeu todos os seus compromissos relativos ao acordo, ecoando uma posição anterior do presidente americano Donald Trump, que já havia declarado o fim do mesmo pacto. Analistas apontam que ambos os lados declararam publicamente o não cumprimento dos termos acordados.

## Ataques e Consequências Humanitárias

Os ataques, descritos como os sétimos consecutivos dos Estados Unidos contra posições no Irã, resultaram na destruição de, pelo menos, uma planta de dessalinização de água e pontes, classificadas como infraestruturas civis. Essas instalações são cruciais em regiões como o Golfo Pérsico, onde a escassez de água é um problema significativo. Como resultado direto, cerca de 20 cidades ficaram sem abastecimento de água. Em retaliação, o Irã lançou mísseis contra uma usina de dessalinização no Kuwait e retomou ofensivas contra o Bahrein, ampliando o alcance do conflito. O Estreito de Ormuz permanece praticamente fechado para a circulação de embarcações, e esforços de mediação por países como Catar e Paquistão não apresentaram progresso concreto, distanciando a possibilidade de um retorno às negociações.