Médicos de Cuba prestam socorro a vítimas de terremotos na Venezuela

Médicos cubanos oferecem cuidados a desabrigados por terremotos na Venezuela. Número de mortos confirmados ultrapassa 2.900.

Médicos de Cuba prestam socorro a vítimas de terremotos na Venezuela

Profissionais de saúde cubanos estão oferecendo assistência médica a vítimas dos terremotos que devastaram a Venezuela, com foco em um acampamento de desabrigados no estado de La Guaira. As ações foram mostradas em imagens divulgadas pela televisão estatal venezuelana.

O governo venezuelano confirmou no último sábado (4) que o número oficial de mortos em decorrência dos tremores, que ocorreram em 24 de junho, atingiu a marca de 2.954 pessoas. A tragédia deixou milhares de desabrigados e causou danos significativos em diversas regiões.

As equipes médicas e de enfermagem de Cuba circulam entre as tendas montadas para abrigar os desabrigados, prestando cuidados essenciais. Registros visuais mostram profissionais aferindo a pressão arterial de pacientes e tratando ferimentos, como o de um pé machucado. Os moradores afetados expressaram gratidão pela atenção médica, medicamentos e apoio emocional recebidos em um momento de profunda crise.

A médica cubana Daneisy Licea Solano destacou que a missão tem como objetivo fornecer assistência médica e esperança às pessoas que sofreram com os abalos sísmicos. A enfermeira Yenisledy Queses Cabrales complementou, informando que os profissionais estão atuando no tratamento de feridos e no suporte psicológico e emocional aos sobreviventes desde o início da emergência, buscando mitigar os impactos da tragédia.

Paralelamente, relatos de voluntários e organizações humanitárias internacionais apontam para atrasos na entrega de suprimentos cruciais, como alimentos, medicamentos e equipamentos pesados, nas áreas mais afetadas. Essa situação levanta preocupações sobre a agilidade e a eficiência da resposta aos necessitados.

Em meio às críticas sobre a demora na resposta oficial, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, negou as acusações de que o governo teria sido lento em agir diante da magnitude da tragédia. A declaração busca defender a atuação governamental frente à crise humanitária e aos desafios logísticos enfrentados.