Israel ataca hospital em Gaza e destrói depósitos de medicamentos
Israel bombardeia hospital em Gaza, destruindo depósitos de medicamentos e matando pelo menos quatro palestinos. Forças israelenses alegam mirar arsenais do Hamas na região de Deir al-Balah.

Pelo menos quatro palestinos morreram neste sábado (1º) em ataques israelenses na Faixa de Gaza, um deles atingindo depósitos de medicamentos de um hospital na cidade de Deir al-Balah. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, dois dos quatro armazéns de medicamentos do Hospital dos Mártires de Al-Aqsa foram completamente destruídos, e outros dois sofreram danos graves. O órgão classificou o ataque como um "crime hediondo" e solicitou intervenção internacional.
A explosão provocou uma grande cratera, destruindo medicamentos essenciais, soluções intravenosas e materiais para diálise e terapia intensiva. Tendas que abrigavam famílias deslocadas também foram atingidas. De acordo com a Al Jazeera, o Exército de Israel emitiu uma ordem de evacuação cerca de 15 minutos antes do bombardeio. O porta-voz do hospital alertou que a destruição agrava ainda mais a capacidade de atendimento em uma das poucas unidades de saúde funcionais na região central de Gaza.
## Ataque e Justificativa Israelense
A Força de Defesa de Israel (IDF) e o serviço de inteligência Shin Bet afirmaram que os ataques tiveram como objetivo destruir depósitos de armas do Hamas localizados nas proximidades do hospital. As fontes israelenses não comentaram a acusação de que os armazéns atingidos continham medicamentos.
Paralelamente ao ataque ao hospital, um bombardeio com drone no bairro de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza, resultou na morte de duas pessoas, conforme divulgado pela agência palestina Wafa. Em Deir al-Balah, outro ataque deixou um morto, e uma quarta vítima fatal foi registrada em um bombardeio contra uma tenda próxima a uma escola em al-Mawasi, ao norte de Khan Younis.
## Contexto e Vítimas
Esses bombardeios ocorrem dois dias após o anúncio do ex-conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Mark Pfeifle, sobre um acordo para o desarmamento do Hamas e outras facções palestinas, com retirada gradual das forças israelenses de Gaza. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não comentou publicamente a proposta. Pfeifle sugeriu à Al Jazeera que os ataques recentes podem indicar a relutância de Netanyahu em aceitar os termos do acordo.
O Ministério da Saúde de Gaza reportou um total de sete mortes e 76 feridos nas últimas 48 horas. Desde o início do cessar-fogo em outubro de 2025, o número de mortos chega a 1.222, e desde o início da guerra em outubro de 2023, o total de vítimas fatais é de 73.349.
Equipes da Defesa Civil de Gaza também concluíram a retirada de corpos dos escombros de uma casa destruída por forças israelenses na região de Sabra, Cidade de Gaza, há duas semanas. Foram recuperados 112 corpos, incluindo 40 crianças e 38 mulheres, com outras 157 pessoas ainda desaparecidas.