Irã: Ormuz só com acordos, não com ameaças dos EUA, diz líder

Irã afirma que Estreito de Ormuz só abre com acordos, não com ameaças dos EUA, após novos ataques americanos. Líder iraniano alerta Washington.

Irã: Ormuz só com acordos, não com ameaças dos EUA, diz líder

O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta quarta-feira (8) que o Estreito de Ormuz só será aberto mediante acordos negociados com o Irã, e não por meio de ameaças ou ações militares por parte dos Estados Unidos. A declaração surge em resposta a uma nova série de ataques conduzidos pelos EUA contra cidades iranianas.

Ghalibaf utilizou a rede social X para enviar uma mensagem direta a Washington: "Batam, e vocês vão apanhar. Não se debatam inutilmente, pois vão afundar ainda mais". Ele enfatizou que a "América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo", reiterando que a via marítima estratégica só se abrirá com "acordos iranianos".

## Nova ofensiva americana

Horas antes das declarações de Ghalibaf, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou sobre a realização de novos ataques contra o Irã. A ofensiva foi anunciada após o presidente americano Donald Trump declarar o fim de um acordo provisório para encerrar o conflito com o país persa. Segundo o CENTCOM, os ataques visavam "degradar ainda mais a capacidade de Teerã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz".

O Comando Central dos EUA também afirmou que "responsabiliza o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente em uma via navegável internacional vital". A ação americana intensifica as tensões na região.

## Repercussão no Oriente Médio

Após a escalada da ofensiva americana, países vizinhos como Kuwait e Bahrein relataram terem soado sirenes de alerta e a ocorrência de ataques com foguetes e drones. Esses incidentes aumentam a preocupação com a estabilidade e a segurança na vital rota marítima do Golfo Pérsico.

O Estreito de Ormuz é um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global, por onde transita uma parcela significativa do petróleo mundial. Qualquer interrupção na navegação na área tem potencial para gerar impactos econômicos globais, especialmente no fornecimento de energia.