Irã exige 'acordos iranianos' para reabrir Ormuz e ameaça EUA

Irã exige 'acordos iranianos' para reabrir Estreito de Ormuz e ameaça EUA com retaliação após novos ataques americanos. Tensão na região aumenta.

Irã exige 'acordos iranianos' para reabrir Ormuz e ameaça EUA

O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta quarta-feira (8/7) que o Estreito de Ormuz só será reaberto mediante "acordos iranianos" e rejeitou qualquer possibilidade de negociação sob ameaças dos Estados Unidos. A declaração surge em meio a uma escalada de tensões na região, após o CENTCOM (Comando Central dos Estados Unidos) confirmar novos ataques contra o Irã.

Em publicação na rede social X, Ghalibaf enviou um recado direto a Washington: "A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar". Ele acrescentou que "não se debatam inutilmente, pois vão afundar ainda mais", reforçando que o Estreito de Ormuz "só se abre com 'acordos iranianos', não com ameaças americanas".

A retórica do líder iraniano ocorre poucas horas após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que um acordo provisório para encerrar a guerra entre os países estava "acabado". O CENTCOM detalhou que os "ataques adicionais" visavam a "degradar ainda mais a capacidade de Teerã de ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz". Os Estados Unidos "responsabilizam o Irã pela recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis que navegavam livremente em uma via navegável internacional vital", comunicou o Comando Central.

Fontes de segurança iranianas, citadas pela emissora estatal Press TV, já haviam alertado sobre a possibilidade de o Irã fechar o Estreito de Ormuz caso os EUA persistissem com os ataques, conforme divulgado pela Metrópoles. A CNN Brasil também reportou o alerta de Ghalibaf.

Os desdobramentos da escalada militar na região já geram reações em países vizinhos. Kuwait e Bahrein relataram o soar de sirenes de alerta e ataques com foguetes e drones em seus territórios, de acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Defesa do Kuwait.

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima estratégica e vital para o comércio global, por onde transita uma parcela significativa do petróleo mundial. Qualquer interrupção na sua navegação tem potencial para causar instabilidade nos mercados energéticos internacionais e impactar a economia global.