Irã: Estreito de Ormuz depende de acordo, não de ameaças dos EUA
Irã afirma que Estreito de Ormuz só se abrirá com acordos, não com ameaças americanas, após novos ataques dos EUA contra 90 alvos militares iranianos.

O principal negociador do Irã e presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta quarta-feira (8) que o Estreito de Ormuz só será aberto mediante acordos com o Irã, e não por meio de ameaças impostas pelos Estados Unidos. A declaração surge em resposta a uma nova onda de ataques americanos contra cidades iranianas.
Em publicação na rede social X, Ghalibaf enviou um recado direto a Washington: "Batam, e vocês vão apanhar". Ele acrescentou, "A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar. Não se debatam inutilmente, pois vão afundar ainda mais: o Estreito de Ormuz só se abre com 'acordos iranianos', não com ameaças americanas."
## Nova Ofensiva Americana
Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), militares americanos executaram novos ataques contra aproximadamente 90 alvos militares no Irã no final da tarde de quarta-feira. O objetivo declarado da ofensiva é diminuir a capacidade de Teerã de "ameaçar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz", conforme comunicado oficial. Os EUA responsabilizam o Irã pela "recente agressão injustificada contra navios comerciais e tripulações civis".
A ação ocorreu poucas horas após o presidente americano Donald Trump anunciar o fim do acordo provisório que visava encerrar a guerra com o Irã. O CENTCOM afirmou que os "ataques adicionais" buscavam degradar a capacidade iraniana de interferir na vital via marítima internacional.
## Repercussão Regional
Em meio aos novos ataques, países do Oriente Médio como Kuwait e Bahrein reportaram a ativação de sirenes de alerta e ataques com foguetes e drones. A situação intensifica as tensões na região do Golfo Pérsico.