Irã chama Trump de 'criminoso' após ameaças de novos ataques
Irã reage a ameaças de Trump, chamando-o de 'criminoso e assassino' e defendendo 'linguagem da força' após novos ataques.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, classificou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como "criminoso e assassino" nesta quarta-feira (8). A declaração surge em resposta direta às ameaças de Trump de intensificar as ações militares contra o Irã.
Em declarações divulgadas, Trump afirmou que um acordo entre os países havia chegado ao fim e ameaçou realizar novas operações militares. "Nós os atingimos com força na noite passada; muito provavelmente os atingiremos com força novamente hoje à noite", disse o líder americano. Essa postura foi interpretada pelo Irã como um sinal de fraqueza e fracasso de políticas anteriores.
Gharibabadi rebateu as ameaças, publicando em sua conta na rede social X (anteriormente Twitter) que as falas de Trump "não são um sinal de força, mas uma admissão do fracasso de uma política construída ao longo de anos com base na força, em sanções e ameaças — política que, no fim das contas, não conseguiu colocar a nação iraniana de joelhos".
O vice-chanceler iraniano acrescentou que a abordagem correta para lidar com Trump seria "falar na linguagem que ele entende; ao que parece, essa linguagem é a da força". A tensão entre os dois países se intensifica após relatos de que uma nova ofensiva dos Estados Unidos resultou na morte de pelo menos oito militares iranianos, conforme noticiado pela mídia do Irã.
Este episódio eleva ainda mais o já complexo cenário geopolítico na região do Oriente Médio, com declarações inflamadas de ambos os lados e a possibilidade de escalada de conflitos. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, na esperança de uma desescalada e a manutenção da paz.