Irã ataca bases dos EUA e ameaça expandir retaliação
Irã ataca bases dos EUA no Kuwait e Bahrein em retaliação a bombardeios americanos. Trump promete resposta mais dura.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã divulgou um comunicado nesta quarta-feira (8) assumindo a autoria de ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Segundo o grupo, a ofensiva é uma retaliação aos bombardeios norte-americanos contra alvos iranianos e advertiu que a operação poderá ser ampliada para outras bases americanas na região caso os EUA continuem com as agressões.
Em comunicado, a IRGC (Guarda Revolucionária do Irã) declarou que a operação "faz parte da retaliação aos ataques autorizados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump". O grupo também afirmou que "o alcance de nossas operações será ampliado para outras bases dos Estados Unidos na região se a agressão continuar". A notícia chega em um momento de crescente tensão entre os dois países, com as bases americanas espalhadas pelo Oriente Médio passando a integrar o cálculo estratégico de uma eventual escalada do conflito.
Os ataques iranianos ocorrem horas após os Estados Unidos anunciarem uma nova rodada de bombardeios contra alvos ligados ao Irã. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), a operação americana teve como objetivo reduzir a capacidade iraniana de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas globais para o transporte de petróleo. Washington também acusou o Irã de promover ataques contra embarcações comerciais na região, acusações que o governo iraniano nega.
Em resposta às ações iranianas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o memorando de entendimento firmado entre os dois países em junho, que estabelecia um cessar-fogo provisório, "acabou". Trump também prometeu que qualquer novo ataque iraniano provocará uma "resposta ainda mais intensa" por parte dos Estados Unidos. Ele compartilhou vídeos que seriam dos ataques conduzidos pelos americanos e declarou em rede social: "Isto é uma retaliação ao bombardeio de navios pelo Irã ontem. Se acontecer de novo, será muito pior!"
A escalada militar entre Irã e Estados Unidos aumenta a preocupação com a estabilidade na região do Oriente Médio, especialmente devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional de petróleo. A situação pode ter repercussões significativas nos mercados globais e na geopolítica da região.