Irã alega explosão de petroleiros em minas; EUA negam versão
Irã afirma que dois petroleiros explodiram em minas navais no Estreito de Ormuz, mas os EUA negam. Tensão aumenta na região estratégica.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou que dois navios petroleiros explodiram e pegaram fogo após colidirem com minas navais na região sul do Estreito de Ormuz. Segundo o comunicado oficial, divulgado na noite de sexta-feira (horário local de sábado) e reproduzido pela agência Irna, as embarcações estariam tentando atravessar um campo minado com o auxílio de "artimanhas conduzidas por agências de inteligência dos Estados Unidos".
No entanto, o Comando Central das Forças Armadas dos EUA negou veementemente a veracidade da declaração iraniana, classificando-a como falsa. A TV estatal do Irã também informou que quatro navios foram impedidos de prosseguir em sua rota pelo estreito.
O comunicado da Guarda Revolucionária não especificou a bandeira dos navios envolvidos nem informou se houve vítimas. Paralelamente, Mohsen Rezai, assessor militar do líder supremo iraniano, ameaçou com uma "ofensiva total" caso os ataques atribuídos aos Estados Unidos persistam por mais tempo, afirmando que o Irã "deixará de se limitar a responder, e nenhuma fronteira estará segura". Teerã já havia acusado os EUA de atingir alvos civis em território iraniano, incluindo pontes e áreas residenciais.
## Tensão na Região
O incidente ocorre em um momento de crescente tensão entre o Irã e os Estados Unidos, com ambos os lados trocando acusações e ameaças. A região do Estreito de Ormuz é uma rota marítima crucial para o transporte de petróleo global, e qualquer instabilidade na área pode ter repercussões significativas nos mercados internacionais e na segurança energética.
A declaração iraniana sobre a colisão com minas navais, que foi rapidamente contestada pelos EUA, adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário geopolítico. A falta de detalhes sobre a nacionalidade das embarcações e a ausência de informações sobre vítimas dificultam a confirmação independente dos fatos narrados pela Guarda Revolucionária.