Irã acusa EUA de violar acordo e escalar conflito no Golfo
Irã culpa EUA por escalada de conflito, alegando violação de acordo e sanções. Teerã promete represálias e alerta sobre consequências. Ataques e contra-ataques aumentam tensão na região.

O Irã responsabilizou os Estados Unidos pela recente escalada de hostilidades na região, acusando Washington de violar um memorando de entendimento e prejudicar as chances de um acordo para encerrar a guerra. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, ataques americanos, o restabelecimento de sanções ao petróleo do país e combates em curso no Líbano "tornaram ineficazes partes importantes e fundamentais" do acordo.
A CNN Brasil reportou que os Estados Unidos classificaram os ataques realizados e as sanções como uma "punição" pelos recentes ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O Irã, por sua vez, emitiu um "sério alerta" sobre as consequências do descumprimento do tratado por parte dos EUA e declarou que tomará "medidas decisivas para proteger seus interesses e sua segurança nacional", conforme comunicado divulgado pela agência de notícias Irib.
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que um de seus integrantes foi morto por "drones inimigos" nesta quarta-feira. Em resposta, a mesma Guarda Revolucionária e o Exército iraniano teriam lançado mísseis e drones contra 85 instalações militares dos Estados Unidos no Bahrein e no Kuwait, segundo a mídia estatal iraniana. Até o momento, não há relatos confirmados de danos significativos.
No Bahrein, sirenes de alerta voltaram a soar pela terceira vez nas últimas horas, com o Ministério do Interior orientando os moradores a buscarem abrigo. O alerta foi emitido após a emissora estatal iraniana IRIB informar que uma nova onda de mísseis seguia em direção ao país do Golfo.
A Guarda Revolucionária, que atua separadamente das Forças Armadas iranianas e responde diretamente ao líder supremo do país, possui estrutura própria com Exército, Marinha, Força Aérea, serviços de inteligência e unidades de forças especiais, com a missão de preservar a República Islâmica.