Irã acusa EUA de crime de guerra após ataques a pontes
Irã acusa EUA de crime de guerra e violação da ONU após ataques a 90 alvos militares e duas pontes. Tensão aumenta na região.

O Irã acusou os Estados Unidos de cometerem um "crime de guerra flagrante" após ataques a duas pontes no leste do país, descritos pelo Ministério das Relações Exteriores iraniano como "ataques criminosos". Segundo o comunicado divulgado na quinta-feira (9), as forças americanas atingiram vários locais nas províncias costeiras do sul, além de "duas pontes nas províncias do leste, na rota ferroviária" para Mashhad.
Em contrapartida, o Comando Central dos EUA informou que suas forças atacaram "90 alvos militares iranianos" ao longo da costa, mas não mencionou explicitamente o ataque às pontes. A chancelaria iraniana sustentou que as ações americanas violaram a Carta da ONU e um acordo firmado entre Washington e Teerã no mês anterior, ocorrendo nas últimas 48 horas.
Esses ataques ocorrem em um momento de escalada de tensões na região. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia declarado anteriormente que considerava o cessar-fogo com o Irã "acabado", elevando o receio de uma nova ofensiva. A CNN Brasil reportou que os ataques dos EUA teriam deixado ao menos 14 mortos no Irã, segundo o Ministério da Saúde local.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou os ataques como uma violação explícita da soberania iraniana e do direito internacional, reiterando a necessidade de respeito aos acordos bilaterais e multilaterais. A comunidade internacional acompanha de perto os desdobramentos, com o Catar já tendo apelado para que Irã e EUA apostem na diplomacia para evitar uma escalada maior do conflito.
Os ataques americanos, que se estenderam por dois dias consecutivos, reacenderam preocupações sobre a estabilidade no Oriente Médio e impactaram o mercado internacional de petróleo, que registrou alta após as notícias dos bombardeios.