Houthis declaram embargo marítimo contra Arábia Saudita e ameaçam fechar rota vital
Grupo Houthi do Iêmen declara embargo marítimo contra Arábia Saudita e ameaça fechar o Estreito de Bab el-Mandeb em meio a tensões regionais e apoio ao Irã.

Os Houthis, grupo rebelde do Iêmen, anunciaram nesta segunda-feira (20) um embargo marítimo contra a Arábia Saudita, classificando a nação vizinha como "criminosa". A medida ocorre em um contexto de escalada de tensões na região, com o grupo iemenita se posicionando em apoio ao Irã.
## Preparativos para Fechamento de Estreito
Fontes ligadas à agência Reuters indicaram que os Houthis estavam em alerta para fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota crucial para o transporte de petróleo no Mar Vermelho. Essa ação seria uma resposta potencial a um ataque dos Estados Unidos contra a infraestrutura de energia iraniana. Relatos de fontes iranianas e de um representante próximo aos Houthis sugerem que o Irã e o grupo iemenita discutiram essa possibilidade.
O grupo rebelde teria concluído os preparativos para ataques a navios, posicionando mísseis e drones nas proximidades do estreito. A decisão final sobre quando fechar a passagem estaria sob controle de representantes da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), que estão presentes no Iêmen. O Estreito de Bab el-Mandeb, juntamente com o Estreito de Ormuz, representa as principais rotas de exportação de petróleo do Oriente Médio.
## Nova Frente em Conflito Regional
O Irã considera os Houthis como parte de seu "Eixo da Resistência" regional. Embora os rebeldes iemenitas ainda não tenham entrado formalmente no conflito entre o Irã e os Estados Unidos, eles têm intensificado suas ameaças. Os Estados Unidos acusam o Irã de fornecer apoio financeiro, armamento e treinamento aos Houthis, alegações que Teerã nega.
Anteriormente, o líder Houthi, Abdul Malik al-Houthi, já havia declarado que o petróleo saudita e outras instalações vitais seriam alvos de mísseis e drones se a Arábia Saudita se envolvesse na guerra entre EUA e Irã. Em 13 de maio, o grupo lançou mísseis contra a Arábia Saudita após acusar o reino de bombardear um aeroporto sob seu controle, marcando o fim de uma trégua de quatro anos no conflito entre os dois países.