Famílias contratam equipes privadas para buscar alpinistas perdidos no Peru
Três alpinistas peruanos estão desaparecidos há 10 dias no Monte Huascarán, no Peru. Famílias contratam equipes privadas para busca após falha das operações oficiais devido a condições climáticas extremas e falta de recursos.

A esperança de encontrar três alpinistas desaparecidos no Monte Huascarán, a montanha mais alta do Peru, agora repousa sobre equipes de resgate contratadas pelas próprias famílias. Há dez dias, Alejandro Manuel Ugarte Jordán, Freddy Saúl Mendoza Lizana e Artidoro Salas Gaitán perderam contato após enviarem uma mensagem informando que estavam perdidos. Diante da ausência de progresso nas buscas oficiais e das condições climáticas adversas, os parentes decidiram investir recursos próprios para intensificar os esforços.
## Desafios e Buscas Intensificadas
As operações de resgate enfrentam desafios significativos, incluindo avalanches recentes que bloquearam o acesso terrestre ao Acampamento 2 e o risco constante de novos deslizamentos. Drones particulares detectaram rastros a uma altitude de 6.400 metros, mas a falta de acesso seguro impede a confirmação. As famílias denunciam a demora das autoridades e relatam problemas logísticos, como a limitação de altitude para helicópteros da polícia e da força aérea. Para superar os altos custos, rifas e arrecadação de fundos estão sendo organizadas.
## Últimos Contatos e Hipóteses
O grupo, composto por cinco pessoas inicialmente, perdeu contato no dia 14 de julho durante a descida do pico sul. Uma forte tempestade desorientou os três peruanos no setor conhecido como La Garganta. A última comunicação foi uma mensagem de WhatsApp informando sobre o desaparecimento. Barracas e equipamentos foram encontrados intactos no Acampamento 1, indicando que os alpinistas iniciaram a descida com roupas de proteção, mas sem sacos de dormir, em um ambiente com temperaturas que podem chegar a -30°C. A principal hipótese é que os alpinistas tenham caído em fendas profundas na montanha, a mais de 6 mil metros de altitude. As equipes de resgate privadas priorizam o uso de tecnologia infravermelha em drones e a permanência de pessoal experiente em grandes altitudes, aproveitando as janelas de bom tempo nas primeiras horas da manhã.