EUA intensificam ataques contra Irã por 10º dia consecutivo
EUA realizam décimo dia consecutivo de ataques contra o Irã, mirando centros militares e de defesa. Ações buscam garantir a segurança da navegação comercial no Estreito de Ormuz, que sofreu queda drástica de tráfego.

As forças armadas dos Estados Unidos concluíram uma nova série de ataques contra alvos no Irã, marcando o décimo dia consecutivo de operações militares. Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os ataques visaram centros de comando militar, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones, além de sistemas de defesa aérea iranianos. O objetivo declarado é reduzir a capacidade do Irã de continuar atacando embarcações comerciais que navegam pelo Estreito de Ormuz.
## Impacto na Navegação Comercial
O CENTCOM assegurou que o trânsito de embarcações comerciais pelo vital corredor marítimo internacional permanece viabilizado. Desde o início de maio, as forças americanas teriam auxiliado no trânsito de aproximadamente 900 embarcações comerciais e 450 milhões de barris de petróleo bruto. No entanto, dados recentes indicam uma queda drástica no tráfego diário pelo Estreito de Ormuz. Nas últimas 24 horas, apenas nove embarcações registraram passagem, com sete entrando no Golfo Pérsico e um navio-tanque e um navio de carga saindo em direção ao Golfo de Omã. Este número contrasta acentuadamente com a média de 130 navios que atravessavam a passagem diariamente há cinco meses, antes do agravamento do conflito entre EUA e Irã.
## Preocupações Regionais e Interferência
Os contínuos ataques e a escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã elevam as preocupações com a segurança das embarcações e afetam o transporte de petróleo por uma rota crucial para as exportações globais. Relatos indicam que diversas embarcações comerciais foram atingidas pelo Irã em tentativas de afirmar controle sobre o estreito. Adicionalmente, a falsificação de sinais de GPS, uma forma de interferência que desorienta a navegação ao apresentar posições incorretas dos navios, persiste como um problema na região. Essa interferência, que ocorre há meses, chega a deslocar as coordenadas informadas pelas embarcações em dezenas de quilômetros, dificultando o monitoramento do tráfego marítimo.