EUA intensificam ataques ao Irã; Teerã responde com mísseis à Jordânia

EUA e Irã trocam ataques pelo segundo dia; Trump declara fim do cessar-fogo. Irã dispara mísseis contra base dos EUA na Jordânia, que são interceptados. Tensão eleva preço do petróleo.

EUA intensificam ataques ao Irã; Teerã responde com mísseis à Jordânia

Os Estados Unidos e o Irã protagonizaram o segundo dia consecutivo de ataques mútuos, elevando a tensão no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, declarou o cessar-fogo entre os países como encerrado, chamando os líderes iranianos de "pessoas doentes" e "escória".

## Ataques e Contra-ataques no Estreito de Ormuz

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou que bombardeios dos EUA interromperam a reabertura gradual do Estreito de Ormuz, corredor marítimo vital por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. Segundo o Irã, a capacidade de trânsito na região foi recuperada em 50% e estava em ampliação, mas alertou que qualquer nova ação americana provocaria uma "resposta esmagadora".

As forças do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) realizaram ataques contra cerca de 90 alvos militares iranianos na quarta-feira (8), visando reduzir a capacidade do Irã de atacar navios comerciais no Estreito. Na terça-feira (7), aproximadamente 80 alvos já haviam sido atingidos. Entre as estruturas danificadas ou destruídas estão sistemas de defesa aérea, locais de armazenamento de mísseis e drones, e infraestrutura logística militar. O governo iraniano reportou pelo menos 14 mortos e 78 feridos.

Em retaliação, o Irã disparou dez mísseis balísticos contra a base militar americana de Azraq, na Jordânia, conhecida como Base Aérea Muwaffaq Salti. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) advertiu que "outras bases americanas na região não serão poupadas de ataques pesados" caso as agressões americanas se repitam. No entanto, o governo jordaniano informou que todos os mísseis foram interceptados e neutralizados, sem registro de danos ou vítimas.

## Declarações de Trump e Repercussão Econômica

Donald Trump, a bordo do Air Force One, declarou que os EUA "acabaram de atingi-los com muita força, e eu diria que foi na proporção de 20 para 1", prometendo retaliações ainda maiores em caso de novos ataques iranianos. Ele também afirmou que os EUA "venceriam muito rapidamente" em um conflito em larga escala e que o Irã estaria "querendo muito fazer um acordo", mas que não sabia se o país seria "digno" de cumpri-lo.

O presidente do Parlamento do Irã e principal negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf, contestou a narrativa americana, afirmando que o Estreito de Ormuz só seria reaberto sob condições definidas pelo Irã, e não sob ameaças dos EUA.

No mercado financeiro, a escalada militar impactou o preço do petróleo. Pouco antes das declarações de Trump, o barril estava abaixo de US$ 76, mas ultrapassou os US$ 78.

## Contexto e Relevância

A escalada militar ocorre em um momento delicado para o Irã, que também lidava com o sepultamento de Ali Khamenei, líder supremo morto em combate, cujas cerimônias atraíram multidões. A situação no Estreito de Ormuz é crucial para o abastecimento global de energia, e qualquer instabilidade na região tem repercussões econômicas e geopolíticas significativas.

Em paralelo, no Brasil, o presidente do STF, Edson Fachin, afastou a possibilidade de ação militar dos EUA no país, mesmo após a classificação de facções brasileiras como terroristas.