EUA e Irã intensificam conflito com bombardeios e preços do petróleo disparam

Conflito EUA-Irã se intensifica com bombardeios e retórica agressiva. Petróleo Brent ultrapassa US$ 100, afetando mercados globais. Trump alerta China e Rússia contra envolvimento.

EUA e Irã intensificam conflito com bombardeios e preços do petróleo disparam

O conflito entre os Estados Unidos e o Irã entrou em uma nova fase de escalada, com bombardeios e trocas de acusações elevando a tensão no Oriente Médio. O presidente americano, Donald Trump, discutiu com assessores de alto escalão a possibilidade de intensificar as ações militares contra o Irã, segundo fonte ouvida pela CNN. Em declarações a repórteres, Trump afirmou que as negociações com o país persa estão avançando, mas não descartou a continuidade ou o aumento dos bombardeios, dizendo que é preciso "fazer isso da maneira certa" e que não tem pressa para fechar um acordo antes das eleições de meio de mandato em novembro.

## Impacto Econômico e Rotas Comerciais

A escalada militar impactou diretamente os mercados globais. O preço do barril de petróleo Brent, referência internacional, superou a marca de US$ 100, o maior patamar desde o fim de maio, de acordo com o G1. O temor de investidores é que o conflito afete a oferta de petróleo mundial, especialmente devido à dificuldade de navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural comercializados globalmente. O petróleo WTI, referência nos EUA, também registrou alta significativa. O Valor Econômico reportou que o Brent ultrapassou os US$ 100 pelo segundo dia consecutivo, com preocupações adicionais sobre o Mar Vermelho, onde aliados do Irã ameaçaram atingir navios sauditas, elevando o risco de interrupções em outra rota comercial vital.

## Alertas e Troca de Acusações

Em meio à escalada, Donald Trump alertou China e Rússia contra qualquer envolvimento no conflito com o Irã, afirmando que "seria muito ruim para eles", embora não acredite que os dois países estejam participando ativamente. Segundo Trump, os presidentes Xi Jinping (China) e Vladimir Putin (Rússia) garantiram a ele que não venderiam armas ao Irã. O Valor Econômico noticiou que a Reuters apurou que analistas de inteligência dos EUA investigam se a Rússia auxiliou o Irã com informações sobre alvos ou tecnologia de drones. O Irã, por sua vez, rejeitou uma proposta americana de cessar-fogo apresentada pelo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, e acusou os Estados Unidos de manterem uma postura inflexível. O país asiático afirmou ter lançado drones contra alvos militares americanos no Bahrein, Jordânia e Kuwait, embora não haja relatos imediatos de danos ou vítimas. As forças americanas também realizaram ataques contra instalações iranianas, incluindo locais de armazenamento de drones, visando reduzir ameaças à navegação comercial em Ormuz. Trump também afirmou que cobrará do Irã os custos de quaisquer danos a navios e cargas no Estreito de Ormuz, utilizando recursos iranianos sob controle dos EUA, medida que o Irã considerou um "precedente incendiário".