EUA e Irã intensificam conflito com ataques mútuos após fim do cessar-fogo
EUA e Irã intensificam conflito com ataques mútuos após fim do cessar-fogo, resultando em mortos e feridos e ameaçando a segurança global.

A tensão entre Estados Unidos e Irã escalou significativamente após o rompimento do acordo de cessar-fogo firmado em junho, resultando em ataques mútuos e vítimas. Autoridades militares americanas confirmaram a morte de dois militares e o desaparecimento de um terceiro após o Irã ter lançado mísseis balísticos e drones contra a Jordânia. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) do Irã alegou ter destruído dois aviões de combate americanos na base de Al-Azraq, na Jordânia, conforme noticiado pela mídia estatal iraniana. As forças armadas jordanianas, por sua vez, anunciaram a interceptação de dez mísseis iranianos em seu espaço aéreo.
## Escalada Militar e Impacto no Oriente Médio
O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que quatro militares americanos feridos nos ataques na Jordânia já receberam alta hospitalar. As hostilidades se intensificaram na última semana, com os EUA reimpondo um bloqueio aos portos iranianos e o Irã atacando aliados americanos na região. A mídia estatal iraniana reportou que ataques dos EUA nas últimas três semanas deixaram ao menos 50 mortos e mais de 500 feridos no Irã. O número total de mortos americanos no conflito subiu para 16, incluindo um piloto da Marinha dado como morto após estar desaparecido.
## Ameaças à Segurança e Rotas de Transporte
Em uma nova frente de conflito, os Estados Unidos atacaram pontes no Irã, enquanto Teerã respondeu com um ataque a uma usina de energia e dessalinização no Kuwait. No mar, fuzileiros navais americanos abordaram um petroleiro próximo ao Estreito de Ormuz. Adicionalmente, homens armados apreenderam outra embarcação ao largo do Iêmen, aumentando a preocupação com a segurança em pontos estratégicos para o transporte de petróleo, como a foz do Mar Vermelho. A agência Tasnim relatou que a marinha iraniana atacou um navio com bandeira tailandesa que tentava cruzar o Estreito de Ormuz. O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, criticou as "repetidas violações" do acordo pelos EUA, declarando que a assinatura presidencial americana carece de credibilidade.