EUA e Irã escalam conflito com novos ataques mútuos

EUA bombardeia Irã pela 2ª noite e Teerã retalia bases americanas no Kuwait, Catar e Bahrein, intensificando conflito após rompimento de acordo.

EUA e Irã escalam conflito com novos ataques mútuos

Os Estados Unidos e o Irã intensificaram o conflito militar na região, protagonizando uma nova noite de bombardeios e retaliações. Pela segunda vez em poucas horas, os americanos atingiram alvos no território iraniano, enquanto Teerã respondeu com ataques a bases militares dos EUA localizadas no Kuwait, Catar e Bahrein.

A escalada ocorre três semanas após a assinatura de um memorando de entendimento que visava delinear o fim do conflito iniciado em fevereiro. Segundo o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom), cerca de 90 alvos militares iranianos foram bombardeados. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) confirmou ter atacado bases americanas nos Emirados Árabes Unidos.

O estopim para a mais recente onda de ataques teria sido a ação do Irã contra três caminhões-tanque no Estreito de Ormuz, ocorrida no início da semana. Em resposta, os EUA bombardearam 80 alvos no Irã e revogaram uma isenção temporária de sanções que permitia a exportação de petróleo iraniano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã havia solicitado um novo acordo, mas questionou a dignidade do país em honrar futuras negociações. Trump classificou a liderança iraniana como "doente", "cruel" e "violenta", alertando para o risco de uso de armas nucleares caso o país as possua. Ele também declarou o memorando de entendimento como inválido.

Do lado iraniano, o principal negociador e presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país "vai responder aos ataques". Ele declarou: "A América ainda não aprendeu que o bullying e a quebra de promessas não são mais sem custo. Vou ser claro: batam, e vocês vão apanhar."

O memorando de entendimento, assinado em 17 de junho, previa medidas para avançar nas negociações de paz. A tensão crescente entre as duas nações levanta preocupações sobre a estabilidade na região do Oriente Médio e o futuro das negociações de cessar-fogo.