EUA confirmam mortes de militares em ataques iranianos; Golfo eleva tensão
Dois militares dos EUA morrem e um desaparece em ataques iranianos na Jordânia. Irã ataca infraestruturas civis e aliados no Golfo, elevando tensão. CCG acusa Teerã de crimes de guerra.

## Militares dos EUA mortos em ataques iranianos na Jordânia
As autoridades dos Estados Unidos confirmaram a morte de dois militares americanos e o desaparecimento de um terceiro em ataques iranianos ocorridos na Jordânia. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), os ataques com mísseis e drones aconteceram na sexta-feira, marcando as primeiras baixas norte-americanas desde a retomada dos confrontos entre Washington e Teerã em 7 de julho. A escalada militar elevou a tensão na região, com o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, ameaçando impor "lições inesquecíveis" aos EUA e acusando Washington de violar um acordo de cessar-fogo assinado em 17 de junho.
## Irã ataca infraestruturas civis e aliados no Golfo
Paralelamente, o Irã realizou ataques contra infraestruturas no Kuwait pelo segundo dia consecutivo, atingindo instalações petrolíferas consideradas "vitais" e unidades de usinas de água e energia. O governo kuwaitiano condenou as ações, que colocam em risco a população civil, especialmente com as altas temperaturas na região. O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), que congrega monarquias petrolíferas, classificou as ações iranianas como "crimes de guerra". No Bahrein, explosões foram registradas em Manama após o acionamento de sirenes de alerta, com as Forças Armadas informando a interceptação de novos ataques iranianos. Por outro lado, autoridades iranianas na província de Hormozgan acusaram os Estados Unidos de destruir infraestruturas civis, como estação de bombeamento de água e transformador elétrico.
## Estreito de Ormuz volta ao centro da crise
Os confrontos se intensificam em um cenário de recorde de hostilidades desde o cessar-fogo de abril. Incidentes marítimos se multiplicam no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de hidrocarbonetos, que voltou a ter o tráfego paralisado. A Guarda Revolucionária iraniana advertiu que os ataques continuarão "até o retorno da calma na costa sul e no Estreito de Ormuz". Os Estados Unidos também restabeleceram o bloqueio aos portos iranianos. A Guarda Revolucionária afirmou ter impedido a passagem de embarcações sem autorização, enquanto o Exército americano negou que petroleiros na região tenham atingido minas.