EUA concluem novos ataques contra Irã; Teerã responde com ações no Kuwait e Bahrein

EUA e Irã intensificam conflito com novos ataques e retaliações mútuas. Ações americanas visam 90 alvos iranianos, enquanto Teerã responde com ataques a bases dos EUA no Kuwait e Bahrein.

EUA concluem novos ataques contra Irã; Teerã responde com ações no Kuwait e Bahrein

As forças armadas dos Estados Unidos finalizaram uma nova onda de ataques contra o Irã, visando aproximadamente 90 alvos militares, conforme comunicado do Comando Central dos EUA (CENTCOM) divulgado na madrugada desta quinta-feira (9). Os alvos incluíram sistemas de defesa aérea, locais de armazenamento de mísseis e drones, capacidades navais e infraestrutura logística militar ao longo da costa iraniana. Segundo o CENTCOM, a ação objetiva "reduzir ainda mais a capacidade do Irã de atacar navios comerciais e marinheiros civis inocentes no Estreito de Ormuz". A CNN reportou que os ataques ocorreram após ofensivas bem-sucedidas contra o Irã na noite anterior.

Em resposta às ações americanas, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) declarou ter realizado ataques contra duas bases americanas no Kuwait e duas no Bahrein. De acordo com a emissora estatal IRIB, a IRGC informou ter lançado um ataque conjunto com drones e mísseis contra infraestruturas e instalações dos EUA, citando o Camp Arifjan e a Base Aérea Ali Al Salem no Kuwait, e a Base Aérea Shaikh Isa e Juffair no Bahrein. A IRGC afirmou que essas ações foram uma retaliação a investidas dos EUA contra províncias costeiras do sul do Irã e duas pontes no leste do país.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia declarado que o cessar-fogo entre os dois países estava "acabado" e que os EUA "atingiriam com força novamente". A BBC News Brasil informou que Trump classificou o Irã como "mentiroso" e "puro perda de tempo", afirmando que "se isso acontecer novamente, será muito pior!". Trump também mencionou que a resposta americana foi na proporção de "20 para 1" e que os EUA "venceriam muito rapidamente" em um conflito.

Explosões foram registradas pela mídia estatal iraniana em áreas do sul do país, como Sirik, Bandar Abbas, Konarak e Chabahar, cidades portuárias localizadas no Estreito de Ormuz. A televisão estatal do Irã relatou oito explosões em Bandar Abbas e informou que dois mísseis atingiram os portos de Sirik e Jask. A extensão dos danos ainda não foi totalmente determinada, mas houve relatos de cortes de energia em Chabahar e um incêndio em um quartel da Guarda Revolucionária Islâmica em Bushehr.

O Irã não havia assumido diretamente a autoria de ataques anteriores a navios petroleiros no Estreito de Ormuz, mas autoridades iranianas haviam alertado que qualquer ofensiva dos Estados Unidos receberia uma "resposta imediata". Um assessor do líder supremo iraniano declarou que as "aventuras" americanas na região empurrariam o Oriente Médio para o conflito, e que o Eixo da Resistência iraniano estava preparado para o confronto.

O CENTCOM, em comunicado, reiterou que os ataques visam "responsabilizar o Irã pela recente agressão injustificada contra embarcações comerciais e tripulações civis que navegavam livremente por uma importante rota marítima internacional". O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo no mundo, e a instabilidade na região impactou o mercado de petróleo, com o preço do barril subindo após as declarações de Trump.